'Cofre central': PCC usava tambor enterrado em propriedade rural para esconder drogas em Roraima

💰 Ekonomi 📰 Globo G1 (BR) 🕐 2 saat önce
'Cofre central': PCC usava tambor enterrado em propriedade rural para esconder drogas em Roraima

Operação Fim de Dança, em novembro de 2025, prendeu chefes do PCC, que foram denunciados pelo MP. PCRR/Divulgação Um esconderijo em uma área de mata, batizado pelos próprios criminosos como "cofre central", foi a peça-chave para a condenação de seis integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima. O local, uma propriedade rural no município de Caracaraí, servia para armazenar as drogas antes da distribuição aos pontos de venda da facção no estado. A sentença foi p

Operação Fim de Dança, em novembro de 2025, prendeu chefes do PCC, que foram denunciados pelo MP. PCRR/Divulgação Um esconderijo em uma área de mata, batizado pelos próprios criminosos como "cofre central", foi a peça-chave para a condenação de seis integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima. O local, uma propriedade rural no município de Caracaraí, servia para armazenar as drogas antes da distribuição aos pontos de venda da facção no estado. A sentença foi proferida no dia 30 de maio pela Vara Criminal Única da Comarca de Caracaraí. As penas variam de três a quase dez anos e, somadas, chegam a mais de 54 anos de prisão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Entre os condenados estão o dono da propriedade rural onde as drogas ficavam escondidas, o líder do esquema no estado, operadoras financeiras e um membro responsável por funções restritas do grupo. Abaixo, a lista de nomes, funções e penas estabelecidas pela Justiça: Rodrigo Alberto Xavier ('Sorriso Maroto'): Condenado a 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por organização criminosa e associação para o tráfico. Enviado de São Paulo para chefiar a facção em Roraima. Justiça extinguiu a acusação de tráfico neste processo específico porque ele já havia sido condenado por essa mesma carga de drogas em outra ação penal; Cilara Rodrigues de Souza ('Kauany'): Condenada a 9 anos, 1 mês e 7 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e tráfico. Atuava no recrutamento de mulheres e no gerenciamento direto de "lojas". Teve o direito de recorrer em liberdade revogado. Thelrislainy Stifany de Jesus Icassatte ('Allanna'): Condenada a 9 anos, 1 mês e 7 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e tráfico de drogas. Atuava como "Geral da FM" e "Geral Fora do Ar", operando as finanças e o pagamento do aluguel do esconderijo das drogas. A Justiça manteve sua prisão domiciliar provisória por ser gestante. Gleimerson Leonardo de Souza ('Profeta'): Condenado a 8 anos, 2 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por organização criminosa e tráfico. Atuava como gerente da Loja Tem de Tudo no município de Mucajaí e enviava vídeos pesando crack, cocaína e skunk para a cúpula. José Daniel Alves de Sousa: Condenado a 3 anos, 5 meses e 7 dias de prisão em regime semiaberto por associação para o tráfico. Ele alugou a própria propriedade rural em Caracaraí por R$ 1.000 mensais para a facção enterrar um tambor (o "cofre central") com 3,3 quilos de cocaína e auxiliava nas auditorias. Ele poderá recorrer em liberdade. Sexto condenado (identidade não divulgada): Sentenciado a 9 anos, 11 meses e 7 dias de prisão. A informação foi divulgada pela Polícia Civil. De acordo com a investigação, ele exercia as funções conhecidas na facção como "Restrito da FM" e "Guarda-Roupa". O g1 tenta localizar a defesa dos condenados. A descoberta do esconderijo foi um dos principais elementos para a condenação do grupo, segundo detalhou o Ministério Público (MP) em nota divulgada nesta segunda-feira (8). O espaço funcionava em uma propriedade rural em uma área de mata na Vicinal 3 do Projeto Cujubim, em Caracaraí, e era a base de abastecimento de toda a rede. O local pertencia a José Daniel Alves de Sousa, que recebia o aluguel por transferências via Pix, feitas pela operadora financeira Thelrislainy. Durante o processo, a defesa de José Daniel alegou que ele achava que o local guardaria "minério". No entanto, a Justiça rejeitou a tese, pois o próprio réu confessou que, após dois meses, descobriu se tratar de drogas e decidiu continuar recebendo o dinheiro. Para comprovar a atuação da facção, os promotores apresentaram vídeos produzidos pelos próprios traficantes para controlar o estoque. Nas imagens extraídas dos celulares apreendidos, os criminosos pesam e fazem a auditoria das drogas mantidas no "cofre central", o que evidenciou para a Justiça o alto grau de organização da estrutura criminosa. Em um dos vídeos, José Daniel auxilia o líder Rodrigo nas pesagens do entorpecente em meio à mata. O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRR, promotor Joaquim Eduardo dos Santos, destacou que o desfecho do processo reflete o foco das autoridades em enfraquecer o grupo. “Nosso foco vai muito além de apreender drogas: o objetivo é desarticular e enfraquecer as organizações criminosas. Seguiremos trabalhando de forma integrada para garantir que o crime organizado não encontre espaço para se fortalecer em Roraima”, ressaltou. A Justiça determinou o perdimento de todos os bens e valores apreendidos com os réus em favor da União e ordenou a incineração das drogas. Hierarquia e faturamento 🚓 O grupo operava o chamado "Setor da FM" (Família) do PCC, que consistia em uma rede altamente estruturada de tráfico de drogas, baseada em pontos de venda no varejo, conhecidos internamente como "lojas" ou "lojinh

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