Celina Leão diz que vai ocupar Centro Administrativo do DF sem novos gastos e sem impactar trânsito
Fachada do Centro Administrativo do DF, em Taguatinga Andre Borges/Agência Brasília A governadora Celina Leão (PP) detalhou, na manhã desta terça-feira (9), a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal, em Taguatinga, conforme anunciado no último dia 1º. O complexo está fechado há 12 anos, desde a "inauguração", e nunca foi usado efetivamente. 🔎 A partir de agora, o local vai se chamar CAD e não mais Centrad. A mudança também foi anunciada nesta terça. "Virar a pág
Fachada do Centro Administrativo do DF, em Taguatinga Andre Borges/Agência Brasília A governadora Celina Leão (PP) detalhou, na manhã desta terça-feira (9), a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal, em Taguatinga, conforme anunciado no último dia 1º. O complexo está fechado há 12 anos, desde a "inauguração", e nunca foi usado efetivamente. 🔎 A partir de agora, o local vai se chamar CAD e não mais Centrad. A mudança também foi anunciada nesta terça. "Virar a página", disse Celina. A governadora negou impacto para o trânsito e disse que não haverá licitação de móveis, ou seja, não haverá novos gastos. Apenas pequenos reparos serão feitos para que as secretarias possam ocupar a estrutura, afirmou. Celina afirmou a decisão de ocupar o Centrad não é só para economizar com os aluguéis de imóveis que abrigam as secretarias atualmente, mas para contribuir com a mobilidade urbana da capital. "O DF é a única capital do Brasil que recebe mais de 70% de fluxo para um lugar só, que é o Plano Piloto. É de suma importância para a descentralização que a mobilidade continue fluindo para que os eixos como Ceilândia, Taguatinga e outras cidades venham a se desenvolver", afirmou Celina Leão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Primeiras mudanças No último dia 1º, a governadora anunciou que o governo iria usar o Centrad. A chefe do Executivo local afirmou que a Secretaria de Obras iria iniciar a mudança e que seu gabinete também seria transferido. Na primeira etapa, 31% do centro administrativo será ocupado em até 90 dias. Além da Secretaria de Obras e do gabinete da governadora, também vão para o Centrad: Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, de Meio Ambiente, DF Legal, de Mobilidade e Casa Civil. Imbróglio judicial Segundo a governadora, não há qualquer impedimento legal para ocupação de parte do centro administrativo. "O terreno sempre foi do GDF. A lide na Justiça está entre a empresa que fez o CAD e a Caixa Econômica. O Habite-se e o RIT estão liberado. A gente tem 100% de tranquilidade da ocupação", afirma. Relembre a construção do Centrad O Centrad foi construído por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) entre o GDF e o consórcio privado formado pela Via Engenharia e Odebrecht, com valor previsto de R$ 6 bilhões e duração de 22 anos. Além de erguer o prédio, o consórcio formado pela Via Engenharia e Odebrecht ficaria responsável por serviços como manutenção, segurança, limpeza do espaço. Pelos serviços após a inauguração, as empresas receberiam R$ 17 milhões mensais. Como o projeto nunca foi inaugurado, esses valores nunca foram pagos. Por outro lado, as duas empresas alegam que gastaram cerca de R$ 1,5 bilhão na construção do Centrad e também tentam reaver o valor investido na negociação. Em 2020, contudo, uma decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, proibiu o Governo do DF de repassar recursos ao consórcio. O GDF, no entanto, tem outros gastos com o complexo. Desde que a PPP foi anulada em 2022, é o governo do DF responsável pela segurança do local, que abandonado é alvo de invasão, vandalismo e depredação. Linha do tempo sobre o Centrad: 2009: Obras do Centrad têm início a partir de uma parceria público privada (PPP) entre o GDF e o consórcio privado formado pela Via Engenharia e Odebrecht. 2014: O então governador Agnelo Queiroz faz a inauguração do espaço no último dia de seu mandato com as obras inacabadas. 2015: Ministério Público (MPDFT) se manifesta contra ocupação do Centrad e não fornece Carta de Habite-se para o prédio. 2015: Governador Rodrigo Rollemberg "desiste" de mudar Executivo para local devido às irregularidades. 2017: Em delação no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivo da Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira, revela que negociações do Centrad foram marcadas por "acordos de mercado" e repasses para caixa dois de campanhas eleitorais. 2017: GDF instaura uma comissão para discutir a possibilidade de anular o contrato de PPP. 2019: Ibaneis Rocha (MDB) assume e afirma que Centrad será ocupado "de um jeito ou de outro" ainda nos primeiros meses de sua gestão. 2019: Ministério Público de Contas (MPC) pede para que Tribunal de Contas (TCDF) barre transferência para Centrad, alegando que mudança não teria vantagem econômica. 2020: Em meio aos impasses do acordo de PPP, Justiça proíbe que o GDF faça qualquer repasse às empresas que construíram o Centrad. 2022: O GDF consegue anulação do contrato com as empresas e PPP é desfeita. 2024: Marcelo Galvão, assessor especial de Ibaneis Rocha, diz em entrevista ao Poder360 que obras para ocupação do Centrad serão iniciadas ainda em abril. 2025: GDF anuncia que até abril o governo vai lançar as obras de ocupação do Centrad. 2025: Em agosto, o então secretário de Obras Valter Casimiro disse em entrevista ao Correio de Manhã que obras para as vias do entorno do Centrad seriam iniciadas "nos próx
📌 Kaynak
Bu özet Globo G1 (BR) kaynağından otomatik derlenmiştir. Tamamı için orijinal habere gidin.
Orijinal haberi oku →