De namoro em lar para idosos a casamento na festa junina: casal na terceira idade completa 10 anos de união em Ribeirão Preto, SP
Casal celebra 10 anos de união após história de amor em lar para idosos em Ribeirão Preto Um amor que nasceu entre as salas de convivência e os corredores de uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) em Ribeirão Preto (SP) desafia o tempo e serve de inspiração neste Dia dos Namorados. A história de Benedito Ferreira da Silva, de 81 anos, e Terezinha Auxiliadora da Conceição, de 79 anos, completa uma década em 2026. Os dois se conheceram na Casa do Vovô. O romanc
Casal celebra 10 anos de união após história de amor em lar para idosos em Ribeirão Preto Um amor que nasceu entre as salas de convivência e os corredores de uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) em Ribeirão Preto (SP) desafia o tempo e serve de inspiração neste Dia dos Namorados. A história de Benedito Ferreira da Silva, de 81 anos, e Terezinha Auxiliadora da Conceição, de 79 anos, completa uma década em 2026. Os dois se conheceram na Casa do Vovô. O romance evoluiu de olhares tímidos na sala de estar para um casamento oficializado durante uma festa junina da instituição, em 2016, com direito a alianças, vestido de noiva e a montagem de um quarto para o casal dentro do próprio asilo (veja mais abaixo). "Nós pegamos um amor", diz seu Dito, como é conhecido, cheio de alegria. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Dito e Terezinha se conheceram e se casaram na Casa do Vovô, em Ribeirão Preto (SP) Murilo Corazza/g1 A oficialização da união contou com o apoio de funcionários e da direção do local, que transformou a brincadeira tradicional de São João em uma celebração real. Atualmente, os idosos mantêm a rotina de companheirismo e cumplicidade na casa de repouso. Eles são pessoas idosas, então já trazem essa responsabilidade do amor respeitoso, um carinho e admiração acima de tudo. É muito além de qualquer relação em si, porque o respeito permanece sempre. O início do romance Seu Dito chegou à instituição em junho de 2011, após viver em situação de rua e perder o contato com a família. Dois anos depois, em julho de 2013, Terezinha, a Tetê, foi admitida no local. O primeiro contato marcante aconteceu quando ela foi ao salão da entidade para cuidar das unhas. "Conheci ela lá embaixo. Eu já estava aqui quando ela chegou. Ela morava lá embaixo e aí eu vi ela no salão. Ela foi fazer a unha e aí a outra [uma amiga deles da instituição] falou 'vai, chega junto'. Aí eu peguei junto e acabou", relembra. Apesar da timidez de Tetê, o sentimento foi recíproco. O companheiro lembra que, no começo, a namorada demonstrava uma personalidade forte. "Era muito nervosa. Mexeu com ela, ela ficava brava", recorda. Dito e Tetê ao lado da madrinha de casamento e vice-presidente da Casa do Vovô, Ana Paula de Oliveira, em Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 Casamento de festa junina pra valer O relacionamento ganhou força na praça e nas áreas comuns da Casa do Vovô. A aproximação chamou a atenção dos demais moradores e dos funcionários, que decidiram conversar com o casal para entender as intenções. A oportunidade de oficializar a união surgiu com a proximidade da festa junina da instituição, em 2016. A equipe pensou inicialmente que se trataria apenas de uma brincadeira simbólica, mas os namorados levaram a sério. A vice-presidente e enfermeira da instituição, Ana Paula de Oliveira, lembra bem da surpresa quando percebeu a seriedade do pedido. "Ela começou a me perguntar do vestido de noiva, ele também perguntando de aliança, e aí foi tomando uma proporção que a gente entendeu que era uma coisa séria. Não era só um casamento de festa junina", conta Ana Paula. LEIA TAMBÉM: Nasce bebê de maquiadora que viralizou ao descobrir gestação no 8º mês após confundir com gases Dos trilhos a lutheria: seu França e seu Berto fazem parte da história de Ribeirão Preto, SP A partir desse momento, os funcionários organizaram uma força-tarefa para conseguir doações das roupas e das alianças. A cerimônia teve direito a tapete vermelho, padre para celebrar a união e a escolha das madrinhas: Terezinha escolheu a própria Ana Paula para o posto, enquanto Dito convidou a terapeuta ocupacional da época, Carol. "No dia de São Pedro casamos. A Regina [funcionária] falou: 'vai casar agora viu, seu Benedito'. E aí eu falei: tudo bem. Gostei muito", diz Dito. A emoção também marcou a lembrança da noiva. "Eu estava vestida de noiva, teve festa, o Dito estava bonito, teve aliança", conta Terezinha. Galerias Relacionadas Vida a dois e rotina compartilhada Logo após a celebração, o casal manifestou o desejo de compartilhar o mesmo teto. A direção da Casa do Vovô providenciou a adaptação de um dos cômodos da instituição, onde instalou uma cama de casal e permitiu que os idosos escolhessem os móveis para o espaço. "Depois do casamento eles já começaram a perguntar: 'mas vamos morar onde?'. E aí eles já queriam morar juntos. Era um casamento mesmo, né? Fazia todo sentido e a gente entendeu que seria importante eles terem a privacidade deles. E aí nós organizamos um quarto aqui, eles escolheram os móveis, colocamos cama de casal. Tudo do jeito deles." A rotina do casal reflete a simplicidade e a parceria construída ao longo dos anos. Benedito é o primeiro a levantar, às 5h30. Ele gosta de cuidar do jardim e começa o dia regando as plantas da instituição. Terezinha desperta um pouco mais tarde, por volta das 7h30. Segundo Ana
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