Após checagem em hospital, prefeitura descobre atestado falso e demite servidor do Dmae em Uberlândia
Dmae Uberlândia Daniela Nogueira/g1 Um servidor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) de Uberlândia foi demitido por apresentar um atestado médico falso para justificar ausência no trabalho. Conforme o Município, o hospital de Araguari indicado como emissor do documento informou à Prefeitura de Uberlândia que não constava registro de atendimento do servidor na data indicada no atestado. A decisão da autarquia foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de q
Dmae Uberlândia Daniela Nogueira/g1 Um servidor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) de Uberlândia foi demitido por apresentar um atestado médico falso para justificar ausência no trabalho. Conforme o Município, o hospital de Araguari indicado como emissor do documento informou à Prefeitura de Uberlândia que não constava registro de atendimento do servidor na data indicada no atestado. A decisão da autarquia foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de quarta-feira (10). A exoneração dele foi publicada na mesma edição. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a publicação, o caso teve início a partir de um comunicado interno que levantou suspeitas sobre a autenticidade do atestado apresentado pelo servidor, que ocupava o cargo de hidrometrista - profissional responsável por instalar, testar, trocar, inspecionar e realizar a leitura de hidrômetros (medidores de água). "A conduta apurada possui gravidade elevada, pois o atestado médico, quando apresentado à Administração Pública, não possui finalidade meramente particular. Trata-se de documento apto a produzir efeitos funcionais concretos, especialmente quanto à justificativa de ausência ao serviço, ao controle de frequência e à regularidade da vida funcional do servidor", afirmou o diretor-geral do Dmae, Rodrigo Sávio Couto de Lacerda, na decisão. Investigação confirmou irregularidade Durante a apuração, a comissão responsável realizou uma série de diligências, com análise dos documentos apresentados pelo servidor, consulta à área de recursos humanos, verificação de relatórios de atestados e contato direto com o Hospital Universitário Sagrada Família (HUSF), de Araguari. Em resposta oficial à Prefeitura de Uberlândia, o hospital informou que não havia qualquer registro de atendimento do servidor na data indicada no atestado, o que comprometeu a autenticidade do documento. Diante da inconsistência, a prefeitura considerou comprovadas tanto a materialidade quanto a autoria da irregularidade, já que o próprio servidor apresentou o documento ao Dmae para justificar a ausência. Servidor não apresentou defesa O servidor foi notificado, participou da instrução e prestou depoimento pessoal. Contudo, após ser formalmente indiciado, em março de 2026, não apresentou defesa. Apesar disso, conforme a decisão administrativa, a ausência de manifestação não foi o único fator considerado. A comissão destacou que o conjunto de provas permaneceu consistente, especialmente pela confirmação direta do hospital. "O servidor deixou de apresentar qualquer elemento apto a desconstituir a documentação produzida nos autos, especialmente a informação oficial prestada pela instituição hospitalar indicada como emissora do atestado. Assim, permaneceu hígido o conjunto probatório formado durante a instrução, especialmente quanto à divergência entre o documento apresentado e os registros oficiais do hospital", informou Lacerda na decisão. Caso pode ter desdobramento criminal Além da punição administrativa, a Prefeitura de Uberlândia determinou o envio do processo ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O objetivo é analisar possível ocorrência do crime de uso de documento falso, previsto no Código Penal. De acordo com a decisão, o atestado foi utilizado com a intenção de produzir efeitos funcionais, o que reforça a possibilidade de responsabilização também na esfera penal. LEIA TAMBÉM: Agente de segurança que levava colchão para dormir no trabalho é demitido Servidora é suspensa por ficar no celular e demorar a socorrer alunos após acidente Prefeitura de Uberlândia demite servidora por diploma falso e impõe indenização de R$ 5 mil Servidora que 'dedicava-se somente a conversas e atividades no celular’ é demitida Agente de trânsito é suspenso após aplicar quatro multas em menos de um minuto Servidora tem aposentadoria cassada por apresentar diploma falso ASSISTA: Servidor é demitido após ser flagrado dormindo no trabalho em Uberlândia Servidor é demitido após ser flagrado dormindo no trabalho em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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