Web Summit Rio: prefeitura anuncia aporte de US$ 550 milhões para projeto Rio AI City
Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, durante o Web Summit Rio, um aporte de US$ 550 milhões (ou R$ 2,8 bilhões, na cotação atual) para a plataforma de infraestrutura digital da Elea Data Centers, incluindo a implantação do projeto Rio AI City, complexo voltado à inteligência artificial que pretende transformar a capital fluminense em um dos 10 maiores polos globais do setor até 2032. 📱Baixe o app do g1 par
Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, durante o Web Summit Rio, um aporte de US$ 550 milhões (ou R$ 2,8 bilhões, na cotação atual) para a plataforma de infraestrutura digital da Elea Data Centers, incluindo a implantação do projeto Rio AI City, complexo voltado à inteligência artificial que pretende transformar a capital fluminense em um dos 10 maiores polos globais do setor até 2032. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O investimento faz parte da 1ª fase do processo de aquisição da empresa pela gestora global de infraestrutura I Squared Capital e, segundo os envolvidos, representa o início de um ciclo de expansão que poderá alcançar US$ 10 bilhões nos próximos anos. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Durante o evento, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assinou um Memorando de Entendimento (MOU) com a Elea Data Centers e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), formalizando a cooperação para implantação do empreendimento. “No ano passado, neste mesmo palco, há exatamente 1 ano, a prefeitura apresentava o mais ousado e grandioso projeto de soberania digital do nosso país: o Rio AI City. Hoje a iniciativa avança, com o primeiro aporte do fundo”, disse o prefeito. “Com isso, o Rio de Janeiro vai se tornar o epicentro da conectividade, energia e logística estratégica do Sul Global”, afirmou Cavaliere. O CEO e fundador da Elea Data Centers, Alessandro Lombardi, afirmou que a proposta vai além da construção de infraestrutura tecnológica. “O Rio é uma cidade vibrante, inovadora e de características únicas. A Rio AI City nasce da inquietação de aproveitar este cenário para transformar a Cidade Maravilha em um grande polo de aceleração de inteligência artificial. Esse é mais do que um projeto de IA, é uma visão de longo prazo para posicionar o Rio no centro da transformação digital, combinando infraestrutura digital, capital humano, sustentabilidade e impacto positivo”, disse Lombardi. Segundo ele, o objetivo é construir um ecossistema capaz de atrair investimentos, gerar empregos qualificados e inserir o Brasil no centro da economia digital. Eduardo Cavaliere anuncia no Web Summit aporte de US$ 550 milhões para projeto Rio AI City Divulgação O que é o Rio AI City O Rio AI City é um projeto que prevê a construção de um grande complexo de data centers dedicados à inteligência artificial na região do Parque Olímpico, na Barra Olímpica. A proposta faz parte da estratégia da prefeitura para posicionar o Rio como referência global na economia digital e prevê investimentos totais estimados em cerca de US$ 65 bilhões ao longo da próxima década. A 1ª fase prevê capacidade energética de 1,5 gigawatt (GW), com expansão para até 3 GW em 2032. O complexo já conta com o data center RJO1 em operação e deverá ganhar novas unidades voltadas ao processamento de aplicações de inteligência artificial e computação em nuvem. A expectativa é gerar mais de 10 mil empregos qualificados, além de atrair startups, centros de pesquisa e grandes empresas de tecnologia. Alto consumo de energia A corrida mundial pela inteligência artificial aumentou significativamente a demanda por data centers, estruturas responsáveis pelo processamento e armazenamento de grandes volumes de dados. Esses empreendimentos exigem enorme capacidade energética para alimentar supercomputadores e sistemas de resfriamento. No caso do Rio AI City, a capacidade prevista para a primeira etapa é de 1.500 megawatts, equivalente, no limite, ao consumo diário de aproximadamente 6 milhões de residências. Presidente da Elea, Alessandro Lombardi Raoni Alves/g1 Especialistas destacam que o consumo efetivo pode variar de acordo com a operação, mas alertam para a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica e de planejamento ambiental para suportar empreendimento desse porte. Mercado de data centers O crescimento da inteligência artificial transformou os data centers em ativos estratégicos para governos e empresas. Aplicações como o ChatGPT e outros modelos avançados exigem infraestrutura computacional de alta capacidade, impulsionando investimentos bilionários em diversos países. Segundo estudo apresentado durante o Rio Innovation Week de 2025, o Brasil ocupa posição relevante na América Latina, mas seu mercado ainda é cerca de 27 vezes menor que o dos Estados Unidos. A análise aponta que o Rio possui vantagens competitivas importantes, especialmente pela disponibilidade de energia, pela infraestrutura de telecomunicações e pela presença de cabos submarinos que conectam o Brasil a outros continentes. Outro diferencial é a possibilidade de expansão da capacidade instalada, condição considerada essencial para projetos de grande escala em inteligência artificial. Desafios para consolidar o hub Apesar do potencial, especialis
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