Anthropic e OpenAI levam rivalidade da inteligência artificial à corrida bilionária por IPOs

🤖 Yapay Zekâ 📰 Globo G1 (BR) 🕐 1 saat önce

Se não fosse a intensa rivalidade entre a Anthropic e a OpenAI, o boom da inteligência artificial generativa talvez não tivesse chegado tão rapidamente. No fim de 2022, a OpenAI soube que a Anthropic estava desenvolvendo um chatbot baseado em IA. Diante da informação, o CEO da OpenAI, Sam Altman, ordenou que funcionários acelerassem o lançamento de um produto concorrente, segundo quatro pessoas familiarizadas com o assunto. Duas semanas depois, a empresa lançou o ChatGPT, dan

Se não fosse a intensa rivalidade entre a Anthropic e a OpenAI, o boom da inteligência artificial generativa talvez não tivesse chegado tão rapidamente. No fim de 2022, a OpenAI soube que a Anthropic estava desenvolvendo um chatbot baseado em IA. Diante da informação, o CEO da OpenAI, Sam Altman, ordenou que funcionários acelerassem o lançamento de um produto concorrente, segundo quatro pessoas familiarizadas com o assunto. Duas semanas depois, a empresa lançou o ChatGPT, dando início a uma revolução tecnológica que promete transformar a economia global e a forma como as pessoas interagem. A mesma urgência agora se estende aos planos de abertura de capital das duas companhias. Anthropic e OpenAI disputam quem chegará primeiro à bolsa de valores. Ambas veem uma estreia antecipada como uma forma de influenciar a maneira como investidores avaliarão o setor e consolidar seus CEOs como as principais vozes da inteligência artificial. Até maio, muitos assessores acreditavam que a OpenAI sairia na frente. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a empresa informou a alguns investidores que pretendia lançar sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) já em setembro. Mas a Anthropic se antecipou. Em 1º de junho, anunciou que havia protocolado de forma confidencial os documentos necessários junto aos reguladores americanos. A OpenAI fez o mesmo uma semana depois. A disputa vai além do embate entre Altman e o CEO da Anthropic, Dario Amodei, ex-pesquisador da OpenAI e um dos responsáveis pela tecnologia que tornou o ChatGPT possível. A competição também chegou a Wall Street. É raro que dois rivais diretos de tamanho porte busquem captar recursos ao mesmo tempo. Como as ofertas serão gigantescas, as empresas estão recorrendo a alguns dos mesmos bancos de investimento. A OpenAI pretende abrir capital com uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão, segundo informações divulgadas anteriormente pela Reuters. Banqueiros e consultores envolvidos nos processos precisam lidar com relações cada vez mais delicadas com as duas empresas. Segundo fontes, executivos de ambas pressionam seus assessores em busca de informações sobre os planos da concorrente. Para evitar vazamentos, alguns bancos criaram barreiras internas entre as equipes que trabalham em cada operação. "Guerra total" Conflitos entre grandes executivos não são novidade. Elon Musk e Jeff Bezos trocam críticas públicas há anos por causa da corrida espacial. Bill Gates e Steve Jobs também protagonizaram disputas sobre supostas cópias entre produtos da Microsoft e da Apple. Mas a tensão entre Altman e Amodei se tornou um dos motores da maior revolução tecnológica da atualidade. Ela influencia a velocidade com que novas ferramentas de IA são lançadas, os recursos que recebem e, em última instância, a forma como a tecnologia é usada no dia a dia. "É uma guerra total entre eles", afirmou Anastasios Angelopoulos, CEO da Arena, empresa especializada em avaliação de modelos de IA. "Toda vez que a Anthropic lança algo novo, a aposta é que a OpenAI responderá rapidamente — e vice-versa." As duas empresas se recusaram a comentar a rivalidade entre os executivos. Disputa sobre receitas As divergências também envolvem a maneira como cada companhia apresenta seus números financeiros aos investidores. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a OpenAI tem dito a investidores e funcionários que a metodologia contábil utilizada pela Anthropic superestima a receita da empresa em bilhões de dólares. Em abril, a diretora de receitas da OpenAI, Denise Dresser, afirmou a funcionários que a empresa considera os resultados financeiros da rival inflados, de acordo com um memorando interno obtido pela Reuters. A diferença está na forma de contabilizar receitas. A Anthropic registra como faturamento o valor total pago pelos clientes por seus serviços de IA. Parte desse dinheiro, porém, é posteriormente repassada a parceiros como Amazon e Google. A OpenAI utiliza outro método e registra apenas a receita líquida, descontando os pagamentos feitos à Microsoft. A Anthropic afirmou à Reuters que segue práticas contábeis consolidadas e que registra a receita bruta porque é a responsável principal pela transação, enquanto os parceiros de computação em nuvem atuam apenas como canais de distribuição. As comunicações internas de Dresser tinham como objetivo tranquilizar funcionários da OpenAI, preocupados com o crescimento acelerado da rival. Para Gil Luria, analista da D.A. Davidson, a corrida para abrir capital primeiro também tem relação com essa disputa. "Uma razão para a Anthropic querer chegar antes ao mercado é definir o padrão de como empresas de IA de ponta apresentam seus resultados financeiros, de forma favorável ao seu próprio modelo de negócios", afirmou. Pressão interna O desejo de superar a concorrente também provocou tensões dentro da OpenAI. Recentemente, Altman entrou em conflito com a diretora fi

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