33º Prêmio da Música Brasileira acerta ao laurear Djavan, Gaby Amarantos, João Gomes, Luedji Luna e Daniela Mercury

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33º Prêmio da Música Brasileira acerta ao laurear Djavan, Gaby Amarantos, João Gomes, Luedji Luna e Daniela Mercury

Djavan e Gaby Amarantos posam com os respectivos troféus conquistados no 33º Prêmio da Música Brasileira Reprodução Instagram Djavan e Gaby Amarantos / Montagem g1 ♫ ANÁLISE ♬ É cada vez mais inglória a tarefa de eleger melhores lançamentos fonográficos e artistas em um cada vez mais volátil mercado musical que a cada semana despeja milhares de álbuns, EPs e singles nos players digitais. Diante desse quadro desanimador pela impossibilidade de ouvir e avaliar tudo e todos, o j

Djavan e Gaby Amarantos posam com os respectivos troféus conquistados no 33º Prêmio da Música Brasileira Reprodução Instagram Djavan e Gaby Amarantos / Montagem g1 ♫ ANÁLISE ♬ É cada vez mais inglória a tarefa de eleger melhores lançamentos fonográficos e artistas em um cada vez mais volátil mercado musical que a cada semana despeja milhares de álbuns, EPs e singles nos players digitais. Diante desse quadro desanimador pela impossibilidade de ouvir e avaliar tudo e todos, o júri da 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira – um conjunto heterogêneo de jornalistas, artistas e profissionais atuantes na indústria fonográfica do qual o colunista e crítico musical do g1 faz parte há alguns anos – chegou a um resultado satisfatório. Em geral, os artistas premiados na cerimônia realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro na noite de ontem, 10 de junho, de fato sobressaíram nas respectivas categorias a que concorriam. Quem há de negar que, no segmento da axé music, Daniela Mercury mereceu o troféu de Melhor Lançamento por “Cirandaia” (2025), álbum que reiterou a relevância da artista baiana no universo da música afro-brasileira? Ainda no segmento, premiar o Olodum como Melhor Artista foi como atestar a importância fundamental e perene desse grupo afro no universo cultural de Salvador (BA). Da mesma forma, o júri somente fez justiça ao apontar Gaby Amarantos como a vencedora na categoria Projeto audiovisual por “Rock doido”, antológico álbum-filme que elevou o status da artista paraense no universo pop por captar a energia festiva das aparelhagens realizadas em Belém (PA). Na categoria MPB, Djavan foi duplamente vencedor como Melhor Artista e Melhor Lançamento pelo álbum “Improviso”, lançado em novembro. Se o álbum não se impõe entre os mais coesos da discografia do cantor, o troféu de Melhor Artista de MPB se afina com o momento em que Djavan arrasta multidões para arenas e estádios com o show da turnê em que celebra 50 anos de sucesso de obra tão sofisticada e ao mesmo tempo tão popular. Acontece com Djavan o que já vinha acontecendo com Alcione, celebrada nos últimos anos como entidade do samba. Daí o troféu de Melhor Artista para a Marrom na categoria, ainda que o último álbum da cantora, “Alcione” (2025), seja um dos menos relevantes da obra da maranhense. Mas cabe ressaltar que, na área do samba, o júri foi bastante injusto ao sequer indicar Mosquito (pelo álbum “Quinhão”) e a dupla Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta (pelo álbum “Bicudos dois”). Ambos lançaram discos excelentes. Na categoria Rock, o grupo mineiro Black Pantera mereceu o prêmio de Melhor Artista pelo conjunto da obra ativista que vem furando bolhas no mundo da música. No segmento sertanejo, o júri foi conservador ao laurear a dupla Chitãozinho & Xororó com dois prêmios, o de Artista e o de Lançamento. É certo que os irmãos vivem bom momento e merecem ser louvados pelo longevidade e coerência observada nos 56 anos de carreira, mas Ana Castela é o nome que de fato mais movimenta o agropop. Merecia ter levado ao menos um prêmio. Da mesma forma, Lenine foi injustiçado. Concorria a três troféus com o álbum e filme “Eita” (2025), mas saiu de mãos vazias. No caso, o erro talvez tenha sido enquadrar “Eita” na genérica categoria Pop – segmento em que a dupla vitória da cantora e compositora Luedji Luna foi legítima e merecida – e não no segmento da MPB, mais adequado para o disco e filme de Lenine. Se assim tivesse sido, “Eita” poderia ter sido laureado como o melhor álbum de MPB. Na categoria Instrumental, houve dupla justiça. Ainda que seja vencedor recorrente na categoria, Hamilton de Holanda vive momento luminoso como instrumentista e mereceu o troféu de Melhor Artista. Da mesma forma, o violonista João Camarero brilhou com o EP em que revisita o repertório do antecessor Baden Powell (1937 – 2000). Se o cantor Fitti foi de fato uma Revelação da música brasileira, pelo performático show em que interpreta o repertório de Ney Matogrosso, o trio João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho foi mesmo o arquiteto do projeto mais especial de 2025 com o álbum e a turnê “Dominguinho”. E aqui cabe ressaltar que o forrozeiro João Gomes foi o duplo vencedor da sempre indefinida categoria Canção Popular. Já a violonista Gabriele Leite era nome certo na categoria Erudito pelo virtuosismo exponencial observado no segundo álbum da instrumentista, “Gununcho”. E justiça também foi feita na categoria Rap com BK levando o prêmio de Melhor Artista e o Don L sendo laureado com o troféu de Melhor Lançamento pelo aclamado álbum “Caro vapor II – Qual a forma de pagamento?”. Enfim, houve ausências? Claro que sim, e elas são inevitáveis diante do intenso volume de lançamentos. Houve injustiças na hora de premiar os indicados? Uma ou outra. Contudo, é justo, é muito justo, é justíssimo apontar o alto índice de acertos na distribuição dos troféus da 33ª edição do Prêmio BT

📌 Kaynak

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