Polícia diz que ponte furtada no interior de MG foi vendida por dono de imóvel que acreditava ser proprietário da estrutura
Montagem mostra ponte de aço sobre rio, local sem a estrutura após furto, e ponte sendo carregada em caminhão Divulgação/Prefeitura de Prados A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta quinta-feira (11), que a ponte retirada de um distrito de Prados, na Região Central de Minas, foi vendida por um homem que acreditava ser o proprietário da estrutura. O caso é investigado como furto qualificado, e os envolvidos serão ouvidos. Segundo o delegado Rafael Emídio, o crime ocorr
Montagem mostra ponte de aço sobre rio, local sem a estrutura após furto, e ponte sendo carregada em caminhão Divulgação/Prefeitura de Prados A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta quinta-feira (11), que a ponte retirada de um distrito de Prados, na Região Central de Minas, foi vendida por um homem que acreditava ser o proprietário da estrutura. O caso é investigado como furto qualificado, e os envolvidos serão ouvidos. Segundo o delegado Rafael Emídio, o crime ocorreu no dia 3 de junho, por volta das 12h. De acordo com a investigação, o homem morava no imóvel onde a ponte estava instalada e teria entendido, de forma equivocada, que a estrutura fazia parte da propriedade. A partir desse entendimento, ele teria negociado a venda do equipamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp A ponte foi levada para a zona rural de Lima Duarte, onde foi localizada pela polícia no dia 10 de junho, um dia após o registro da ocorrência. Imagens de câmeras de rodovias ajudaram os investigadores a rastrear o trajeto da estrutura. Até o momento, o g1 não teve acesso a esse material. A negociação teria sido intermediada por um vendedor de antiguidades, que ainda não foi localizado para prestar depoimento. Segundo o delegado, há indícios de que mais de uma pessoa possa ter participado da ação, mas, até o momento, não há confirmação. Polícia investiga sumiço de ponte em Prados Documentos apresentados à polícia indicam que a venda ocorreu com emissão de notas fiscais — uma no valor de R$ 700 mil e outra de R$ 30 mil, além de autorização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o transporte da estrutura no dia 1º de junho. Ainda, segundo a polícia, o Ibiti Projeto, empreendimento turístico onde a ponte foi encontrada, afirmou em depoimento que não sabia de qualquer irregularidade na transação (veja nota abaixo). Informou que o grupo encontrou a estrutura por meio do intermediador. “Inicialmente, o que sabemos é que ele vendeu uma ponte que não era dele, e isso, em tese, pode configurar crime”, explicou o delegado. Outro ponto que ainda está em análise é a titularidade da ponte. Segundo o delegado, há dúvida se o bem já foi incorporado ao patrimônio do município de Prados ou se ainda pertence à União, já que a estrutura era da antiga Rede Ferroviária Federal. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Prados para confirmar se o bem já foi incorporado ao patrimônio do município, mas ainda não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. A investigação segue em andamento para esclarecer a origem da ponte, a legalidade da venda e a eventual participação de outros envolvidos. Entenda o caso Uma ponte metálica construída na Inglaterra no século XIX, incorporada ao patrimônio de Prados, na Região Central de Minas Gerais, desapareceu de uma área rural do município e foi encontrada cerca de 180 quilômetros distante, em um espaço de preservação ambiental na região de Ibitipoca, na Zona da Mata. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, o empreendimento onde a estrutura foi localizada apresentou nota fiscal que comprova a compra da ponte por R$ 700 mil. O Ibiti Projeto afirma que adquiriu o bem legalmente de um comerciante do ramo de antiguidades (veja nota abaixo). Inquérito do Ministério Público A Promotoria de Justiça de Prados, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), também determinou a instauração de inquérito civil público para apurar os fatos, incluindo os danos causados ao patrimônio cultural do município. Os envolvidos podem responder por receptação, com pena de dois a seis anos de reclusão, e crime contra o patrimônio cultural. O que diz o Ibiti Projeto "O Ibiti Projeto esclarece que a ponte metálica recentemente transportada foi adquirida de forma regular junto a comerciante do ramo de antiguidades, mediante emissão de nota fiscal e demais documentos pertinentes. Toda a operação de transporte ocorreu com as autorizações exigidas pelos órgãos competentes, observadas as exigências legais aplicáveis. Ao tomar conhecimento dos questionamentos relacionados à origem da estrutura, o Ibiti Projeto foi igualmente surpreendido pelos fatos e imediatamente procurou as autoridades competentes, apresentando toda a documentação disponível, indicando a localização do bem e colaborando integralmente com as apurações. Reconhecido por seu compromisso com a preservação ambiental, histórica e cultural, o Ibiti Projeto reafirma sua atuação pautada pela boa-fé, transparência e respeito à legalidade, permanecendo à disposição das autoridades para contribuir com o completo esclarecimento dos fatos." LEIA TAMBÉM: Comprada de vendedor de antiguidades e achada em hospedagem: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre ponte furtada Ponte histórica inglesa de aço com 20 metros é furtada no interior de Minas
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