Patrimônio histórico nacional, Igrejas do Carmo de Mogi das Cruzes seguem fechadas há mais de um ano

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Patrimônio histórico nacional, Igrejas do Carmo de Mogi das Cruzes seguem fechadas há mais de um ano

Patrimônio histórico nacional, Igrejas do Carmo de Mogi das Cruzes estão fechadas Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o complexo das Igrejas do Carmo, em Mogi das Cruzes, está fechado para visitas e celebrações há mais de um ano. O conjunto histórico passou por obras emergenciais e avaliações técnicas e uma das igrejas recebe obras de restauração. Construídas entre os séculos 17 e 18, as igrejas da Ordem Primeira e da Ordem Terceira ta

Patrimônio histórico nacional, Igrejas do Carmo de Mogi das Cruzes estão fechadas Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o complexo das Igrejas do Carmo, em Mogi das Cruzes, está fechado para visitas e celebrações há mais de um ano. O conjunto histórico passou por obras emergenciais e avaliações técnicas e uma das igrejas recebe obras de restauração. Construídas entre os séculos 17 e 18, as igrejas da Ordem Primeira e da Ordem Terceira também são tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). O complexo guarda exemplares raros da arte barroca e rococó no estado e é considerado um dos patrimônios históricos mais importantes de Mogi das Cruzes. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O fechamento ocorreu após recomendações do Iphan, que orientou a administração das igrejas a restringir o acesso do público depois da identificação de problemas na estrutura do conjunto. As portas permanecem fechadas enquanto órgãos de preservação acompanham a situação e as intervenções realizadas para garantir a segurança do patrimônio. Capela-Mor da Igreja da Ordem Primeira do Carmo está sendo restaurada Larissa Rodrigues/g1 A decisão de suspender as atividades no local foi tomada após o desabamento do teto da chamada "Igreja de Ouro", em Salvador, em fevereiro do ano passado. No acidente, uma turista morreu. Diante do caso, o pároco das Igrejas do Carmo, frei Jerry de Sousa Fonseca, solicitou uma vistoria do Iphan no complexo mogiano. "O Iphan veio e emitiu uma nota técnica, um ofício recomendando que as igrejas permanecessem sem atividade, sem nenhuma celebração e fosse providenciado um laudo com uma empresa qualificada. O que foi feito mais ou menos em junho. E o laudo aponto que a ação do cupim estava mais avançada do que a gente imaginava", afirmou frei Jerry. Com a recomendação dos órgãos de preservação, as igrejas permaneceram fechadas enquanto avaliações mais detalhadas eram realizadas. Meses depois, um laudo estrutural confirmou o comprometimento de telhados e forros e apontou a necessidade de intervenções para garantir a segurança do conjunto histórico. Antes da identificação dos problemas no forro, a Capela-Mor da Igreja da Ordem Primeira havia sido contemplada por um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC), do Governo do Estado, no valor de R$ 2 milhões para obras de restauração. A captação foi feita pelo produtor Culural Déo Miranda. Com a descoberta dos danos estruturais, o planejamento precisou ser alterado para incluir os serviços emergenciais de escoramento do teto dentro do mesmo orçamento. "Esse projeto, ele previa somente uma restauração artística no forro, nos banhados a ouro, nos enfeites que precisam ser recuperados. O que a gente fez foi mudar o plano de trabalho e no lugar da restauração implantar um dispostivo de segurança que seria a escora até que se ache uma solução", explicou Culural Déo Miranda que também é o autor do projeto de restauro. Em maio deste ano, uma nova vistoria acompanhou o andamento das medidas emergenciais adotadas no complexo. Após a inspeção, o Iphan solicitou à Defesa Civil de Mogi das Cruzes um relatório técnico sobre as condições das igrejas. Segundo a Prefeitura, o documento ainda depende de informações complementares solicitadas à empresa responsável pelos trabalhos realizados no local. "Nós estamos a um mês dos festejos de Nossa Senhora do Carmo. Os trabalhos na capela mór está em fase de conclusão e expectativa que nós podemos reabrir a igreja da Ordem Primeira e da Ordem Terceira para celebrações para visitação do público. Porquei não é só um patrimônio de fé ...é um patrimônio da da identidade de Mogi das Cruzes", destacou frei Jerry. A expectativa pela reabertura é compartilhada por moradores e estudiosos do patrimônio histórico. O filósofo e pesquisador Guilherme Alberti, nascido e criado em Mogi das Cruzes, destaca a importância histórica do conjunto e defende que as intervenções realizadas sejam informadas à população. "Elas são a encarnação da identidade da cidade de Mogi das Cruzes. Não só da cidade de Mogi das Cruzes mas até do Brasil. Afinal de contas, ela é tombada a nível nacional. Quando acontece o fechamento, a minha discordância não foi o fechamento. Mas, a minha grande questão é em relação a transparência de como esse restauro está acontecendo. Como se trata de um patrimônio que não pertence só a memória carmelita, mas também a população de Mogi das Cruzes e até da formação da memória do povo brasileiro, passei a acompanhar no dia a dia como se daria a transparência e divulgação do passo a passo desse restauro", explicou Alberti. No fim de maio, o Ministério Público transformou a apuração inicial sobre o caso em um inquérito civil para acompanhar as ações de conservação das Igrejas do Carmo. "Nós tivemos

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