Da terceirização às prisões: veja a cronologia da investigação envolvendo as UPAs de Palmas

🏥 Sağlık 📰 Brazil 🕐 4 saat önce
Da terceirização às prisões: veja a cronologia da investigação envolvendo as UPAs de Palmas

Secretária de Saúde é presa durante investigação sobre a terceirização das UPAs de Palmas Um acordo firmado pela Prefeitura de Palmas levou à terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em março de 2026. Três meses depois, em junho, a secretária de Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos suspeitos de fraude no contrato, que tem o valor de R$ 139 milhões. A entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de

Secretária de Saúde é presa durante investigação sobre a terceirização das UPAs de Palmas Um acordo firmado pela Prefeitura de Palmas levou à terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em março de 2026. Três meses depois, em junho, a secretária de Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos suspeitos de fraude no contrato, que tem o valor de R$ 139 milhões. A entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba foi contratada para assumir os serviços, incluindo contratação de profissionais para o atendimento à população. No dia 22 de abril, o Tribunal de Justiça suspendeu a terceirização, que acabou sendo liberada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A defesa da secretária Dhieine Caminski informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento. O advogado de Andreis Vicente afirmou que solicitou acesso aos autos do inquérito e vai se posicionar ao longo do dia. O advogado da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que considerada foragida, afirmou que "ela só irá se apresentar após ter acesso ao processo e saber por que está sendo presa". A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que não está sendo investigada nesta operação e negou que Cláudia Fernanda seja representante da instituição. A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou que acompanha o caso e aguarda o acesso aos autos para se manifestar (veja nota completa abaixo). Confira a cronologia desde a contratação até às prisões. Contratação A Prefeitura de Palmas anunciou no dia 24 de março, por meio de publicação no Diário Oficial do Município, que havia repassado a administração das UPAs para a entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. A instituição foi contratada sem licitação pelo valor de R$ 139 milhões e tem duração de 12 meses. Segundo o município, com a parceria, a prefeitura iria gerir um único contrato, facilitando a fiscalização dos serviços. A decisão também prometia o ampliação da oferta de atendimentos em pediatria e ortopedia, no âmbito da urgência e emergência. LEIA MAIS Justiça suspende terceirização das UPAs em Palmas com multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento Secretária de saúde de Palmas é presa pela Polícia Civil em investigação sobre terceirização das UPAs Quem é a secretária de Saúde de Palmas presa em investigação sobre a terceirização das UPAs Servidores fizeram manifestação Manifestantes realizaram "velório simulado" das UPAs Norte e Sul em protesto contra gestão privada Rerodução/Sisemp No dia 10 de abril, insatisfeitos com a decisão que terceirizava serviços e contratações, servidores públicos da saúde de Palmas levaram dois caixões com os nomes das unidades Sul e Norte para a frente da sede da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), simbolizando o que chamaram de "morte da saúde pública". Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas (Sisemp), Heguel Albuquerque, os caixões simbolizaram o "velório" das UPAs. Ele afirmou que a medida foi tomada sem o devido diálogo com os trabalhadores, as entidades representativas e o Conselho Municipal de Saúde. Realocação dos servidores concursados Com a definição do contrato, a prefeitura publicou um edital de redistribuição com 474 vagas em todos os serviços da rede de saúde. Os servidores que atuavam nas UPAs foram realocados para unidades de saúde, possibilitando a ampliação do horário de atendimento em parte dos postos. Grande parte desses servidores não compareceu às UPAs no dia da manifestação. Segundo um levantamento da Semus, 80% dos profissionais não cumpriram o horário na UPA Norte e 65% na UPA Sul. O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) chegou a recomendar a suspensão do contrato, por suspeita de irregularidades. Justiça nega suspensão Cláudia Fernanda Cândido da Silva é considerada foragida Divulgação/PCTO A 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas negou o pedido de suspensão da terceirização das UPAs no dia 13 de abril. A ação civil pública foi proposta, na época, pelo vereador Marcus Vinicius Camargo (Republicanos). Na decisão, o juiz Valdemir Braga de Aquino Mendonça afirma que o pedido foi negado por "ausência da probabilidade do direito e em face do manifesto perigo de dano reverso", pois a interrupção abrupta da gestão poderia levar a um colapso do sistema de saúde. A ação também apontou supostos vícios na dispensa de chamamento público e ausência de convocação de aprovados em concurso público. O juiz afirmou que a legislação permite a dispensa de chamamento para serviços de saúde executados por organizações da sociedade civil credenciadas. MPETO entra na ação O Ministério Público do Tocantins (MPTO) entrou com recurso no

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