Segunda Turma do Supremo mantém prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro
Segunda turma do STF mantém prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro A Segunda Turma do STF - Supremo Tribunal Federal manteve nesta terça-feira (16) as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro. Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, está preso desde maio, suspeito de ser operador financeiro de Daniel Vorcaro e de fazer a ligação com grupos usados para invadir sistemas, conseguir dados sigilosos e intimidar pessoas. A investigação da Polícia Federal
Segunda turma do STF mantém prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro A Segunda Turma do STF - Supremo Tribunal Federal manteve nesta terça-feira (16) as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro. Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, está preso desde maio, suspeito de ser operador financeiro de Daniel Vorcaro e de fazer a ligação com grupos usados para invadir sistemas, conseguir dados sigilosos e intimidar pessoas. A investigação da Polícia Federal, que teve o sigilo levantado nesta terça-feira (16), apontou a atuação dele após a prisão de Felipe Mourão, o Sicário, que cometeu suicídio dentro da carceragem da PF em Belo Horizonte. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A PF afirma que “após o falecimento de Felipe Mourão, Manoel Mendes Rodrigues" - que, segundo a investigação, acionava milicianos e policiais para as ações criminosas no Rio de Janeiro, com ciência e anuência de Henrique Vorcaro - "deslocou-se até Belo Horizonte para reunir-se com familiares do sicário, notadamente sua mãe e irmã, com a finalidade de evitar eventual colaboração destas com as autoridades”. A representação policial cita também que “até a véspera da sexta fase da Operação Compliance Zero, em 14 de maio de 2025, Henrique Vorcaro permanecia atuando ativamente como operador financeiro em favor do núcleo ‘A Turma’, a partir de cobranças feitas pelo operador do jogo do bicho Manoel Mendes Rodrigues”. O relatório da PF mostrou que “Joana Machado de Moraes Mourão, irmã de Felipe Mourão, tem acesso ao conteúdo armazenado em nuvem do Sicário e afirma, constantemente, que tem material suficiente para ‘derrubar’ eventual acordo de colaboração premiada a ser feita pelos investigados”. Segunda Turma do Supremo mantém prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução A investigação apontou, ainda, que a irmã de Sicário trocava mensagens com o grupo de Vorcaro. Em uma dessas mensagens, Joana disse para Manoel Rodrigues “que teria acabado de discutir com Henrique Vorcaro naquele momento, e afirmou que ele estaria ‘apavorado’, pois ‘sabe o que ela tem em mãos’, se referindo muito provavelmente a elementos incriminadores em posse dela". Disse, também, que estaria disposta a expor Henrique Vorcaro, bem como toda a sua família. Os investigadores afirmam que “até o momento da prisão de Henrique Vorcaro, Joana mantinha contato com o investigado a fim de cobrar os valores devidos ao Sicário pelos serviços por ele prestados. Rememore-se que Joana afirmou ter material suficiente para incriminá-lo e que recebeu ameaças com fotos de fuzis, circunstância que merece maior aprofundamento no decorrer das investigações”. Horas depois que o sigilo foi retirado, a Segunda Turma do STF - Supremo Tribunal Federal decidiu que Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, continuariam presos. Felipe foi preso em 7 de maio, apontado como um dos principais operadores financeiros do esquema. Na semana passada, os ministros André Mendonça, relator do caso, e Luiz Fux já tinham votado a favor de manter as prisões. Nesta terça-feira (16), Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma, votou para que a prisão do pai fosse substituída por prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e proibição de manter contato com investigados e testemunhas. Gilmar Mendes afirmou que não há elementos que provem que o pai de Vorcaro acionou o grupo que invadia sistemas e intimidava pessoas depois do início das investigações. “A representação policial deixa de indicar elementos que apontem que o investigado teria figurado, em período contemporâneo, como beneficiário dos alegados serviços ilícitos ou os teria demandado. Assim, quando se afirma, está comprovado que Henrique Vorcaro continuou demandando serviços prestados pelo núcleo ‘A Turma’ através do policial aposentado Marilson Roseno, esta conclusão, a meu ver, se dá não a partir da prova direta, mas por meio de inferências acerca de ligações e mensagens deletadas trocadas entre os investigados, de conteúdo desconhecido, tidas como indicativas de um presumido padrão de ocultação e precaução, normalmente associado a estruturas criminosas sofisticadas”, diz o ministro Gilmar Mendes. Gilmar Mendes também votou para liberar Felipe Vorcaro. O relator do caso, ministro André Mendonça, disse que o pai de Vorcaro foi preso porque praticava crimes e continuava a praticá-los, mesmo depois do início das investigações. Mendonça afirmou que o caso Master é a “maior fraude financeira” do Brasil, com “contornos de máfia”. “Nós estamos aqui a julgar a maior fraude financeira da história do nosso país. E, se não a maior, certamente uma das maiores do mundo, da história. E essa fraude tem algumas peculiaridades. Não é simplesmente um crime do colarinho branco. É mais do que isso. Não são simplesmente atores em um gabinete na Faria Lima, nos palác
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