Grupo de classe média movimentou R$ 45 milhões em golpes no celular: 'Não é uma fraudezinha', diz delegado
Operação 'Estorno': segunda fase é realizada em Juiz de Fora, Leopoldina e Belmiro Braga Uma organização criminosa especializada em clonagem de cartões e fraudes bancárias movimentou R$ 45 milhões em menos de cinco anos, segundo a Polícia Civil. O balanço foi divulgado pela Polícia Civil na terça-feira (16), após a deflagração da segunda fase da operação "Estorno". O grupo era liderado por jovens de 20 a 30 anos que utilizavam o dinheiro dos desvios para financiar um estilo d
Operação 'Estorno': segunda fase é realizada em Juiz de Fora, Leopoldina e Belmiro Braga Uma organização criminosa especializada em clonagem de cartões e fraudes bancárias movimentou R$ 45 milhões em menos de cinco anos, segundo a Polícia Civil. O balanço foi divulgado pela Polícia Civil na terça-feira (16), após a deflagração da segunda fase da operação "Estorno". O grupo era liderado por jovens de 20 a 30 anos que utilizavam o dinheiro dos desvios para financiar um estilo de vida de alto padrão, com viagens e roupas de grife. Ao todo, 10 pessoas já foram presas desde o início das investigações. Os nomes não foram divulgados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Segundo o delegado responsável pelo caso, Márcio Rocha, o volume financeiro e a estrutura técnica chamaram a atenção das autoridades: "Em menos de cinco anos, esse pessoal movimentou aproximadamente 45 milhões, então a gente não tá falando de uma 'fraudezinha' qualquer. Apesar de serem jovens e parecer que não estão fazendo nada tão grande é uma organização criminosa sim e tem que ser combatida", ressaltou o delegado. Como o grupo agia De acordo com as investigações, o esquema operava em rede conectando Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. O núcleo criminoso atuava a partir de Juiz de Fora e dividia a fraude em três etapas: Compra de dados: Os líderes compravam listas vazadas de correntistas com alto poder aquisitivo no Rio de Janeiro. Sequestro e espelhamento: Com os dados, a quadrilha transferia a linha telefônica da vítima para um chip controlado pelo grupo. Lavagem do dinheiro: Com o acesso total às contas, faziam transferências e Pix. Para escoar os valores, o grupo comprava produtos de luxo em sites de e-commerce e passava cartões clonados em máquinas adulteradas de comerciantes parceiros na Zona da Mata mineira. "Nesse período que a pessoa fica impedida de entrar nos aplicativos, eles espelham esse telefone e entram no aplicativo do banco e, enfim, cometem os crimes diversos aí nos aplicativos que eles conseguem de entrar", explicou o delegado. Histórico de prisões e apreensões O esquema começou a ser desarticulado em novembro de 2025, em ação conjunta das polícias civis de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. A investigação teve início no Paraná, com a denúncia de uma vítima. As primeiras informações trouxeram elementos de que o crime teria sido articulado a partir de Juiz de Fora. Fase 1 Moto aquática apreendida durante operação em Juiz de Fora Marcus Pena/TV Integração Foram cumpridos 10 mandados de busca e cinco prisões em Juiz de Fora. O suspeito de 23 anos foi localizado no bairro Paineiras, enquanto o investigado de 21 anos no Centro, ambos por mandado. Entre as prisões em flagrante, uma delas aconteceu no bairro Jardim Laranjeiras, onde um homem de 29 anos foi detido por posse ilegal de arma de fogo e receptação. Em um comércio no bairro Santa Luzia, um investigado de 43 anos foi preso por favorecimento real e desobediência. Já no bairro Ipiranga, outra suspeita, de 27 anos, foi flagrada pelo crime de receptação. Na ocasião, a polícia apreendeu bens de luxo, veículos, uma moto aquática e uma arma de fogo. Fase 2 A nova etapa prendeu cinco investigados em flagrante, com idades entre 22 e 28 anos, nos bairros Santa Luzia, Santos Dumont, Monte Castelo, Caiçaras e Marilândia, em Juiz de Fora. Um sexto suspeito rompeu a tornozeleira eletrônica em Belmiro Braga e fugiu. Foram apreendidos celulares, chips, cartões bancários, dinheiro e produtos de grife comprados de forma fraudulenta. Os investigados respondem por organização criminosa, estelionato, fraude bancária e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil informou que vai manter as investigações para identificar outros comércios envolvidos e localizar o suspeito foragido. Materiais apreendidos durante segunda fase da operação 'Estorno', em Juiz de Fora, Leopoldina e Belmiro Braga Polícia Civil/Divulgação LEIA TAMBÉM: Polícia Civil desarticula quadrilha que aplicava fraudes bancárias e ‘sequestro’ de linhas telefônicas em MG, RJ e PR; cinco foram presos Cinco suspeitos são detidos em nova fase de operação contra clonagem de cartões em Juiz de Fora e região VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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