Confusão mental e irritabilidade podem ser sinais de falta de vitamina B12; entenda por que dieta com carne não elimina o risco

🚀 Uzay 📰 Brazil 🕐 3 saat önce
Confusão mental e irritabilidade podem ser sinais de falta de vitamina B12; entenda por que dieta com carne não elimina o risco

Confusão mental e irritabilidade podem indicar falta de vitamina B12, alerta consenso; comer carne não garante proteção Adobe Stock Esquecimento frequente, dificuldade de concentração, irritabilidade, cansaço persistente e sensação de "mente embaçada" costumam ser atribuídos ao estresse da rotina ou a transtornos emocionais. Mas esses sintomas também podem estar associados à deficiência de vitamina B12, uma condição considerada comum e que pode provocar alterações neurológica

Confusão mental e irritabilidade podem indicar falta de vitamina B12, alerta consenso; comer carne não garante proteção Adobe Stock Esquecimento frequente, dificuldade de concentração, irritabilidade, cansaço persistente e sensação de "mente embaçada" costumam ser atribuídos ao estresse da rotina ou a transtornos emocionais. Mas esses sintomas também podem estar associados à deficiência de vitamina B12, uma condição considerada comum e que pode provocar alterações neurológicas importantes mesmo sem causar anemia. Como são sinais inespecíficos, a investigação deve considerar outras causas possíveis e ser feita com avaliação clínica. O alerta faz parte de um consenso publicado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), que reúne recomendações para diagnóstico, prevenção e tratamento da deficiência da vitamina. Segundo o documento, o reconhecimento precoce do problema é fundamental para evitar complicações potencialmente irreversíveis, especialmente no sistema nervoso. A entidade recomenda que a possibilidade de deficiência de vitamina B12 seja considerada rotineiramente na prática clínica, principalmente em grupos mais vulneráveis. Agora no g1 O que é a vitamina B12 e por que ela é tão importante? Também chamada de cobalamina, a vitamina B12 participa de processos essenciais para o funcionamento do organismo. Entre suas principais funções estão a síntese de DNA, a produção de ácidos graxos, a formação da mielina (estrutura responsável por proteger os neurônios) e a participação em mecanismos ligados ao metabolismo celular, à função cardiovascular, ao sistema imunológico e ao funcionamento cerebral. De acordo com o consenso, a deficiência da vitamina pode provocar manifestações hematológicas e neurológicas que afetam praticamente todo o organismo. Sintomas podem ser confundidos com ansiedade e depressão Um dos pontos destacados pelos especialistas é que a deficiência de vitamina B12 pode se manifestar por sintomas também presentes em transtornos psiquiátricos, distúrbios do sono, outras deficiências nutricionais e diferentes condições clínicas. Irritabilidade, alterações de humor, cansaço constante, palpitações, dificuldade de concentração e sensação de confusão mental estão entre os sinais relatados por pacientes, mas não são específicos da deficiência de B12 e não permitem diagnóstico isoladamente. Um caso que ilustra essa possibilidade é o do fotógrafo Fernando Beiral, de 42 anos. Durante mais de um ano, ele acreditou estar enfrentando ansiedade e sintomas semelhantes aos da depressão. A descoberta ocorreu por acaso, durante exames realizados por outra finalidade, quando foi identificado que seus níveis de vitamina B12 estavam muito baixos. Após a reposição da vitamina, ele relata ter percebido melhora dos sintomas e destaca a importância de buscar avaliação médica adequada. A resposta ao tratamento, porém, varia conforme a gravidade da deficiência, o tempo de evolução e a presença de outras condições associadas. Quem tem maior risco de deficiência de vitamina B12? O consenso da ABRAN identifica diversos grupos mais suscetíveis ao problema. Entre eles estão: Vegetarianos e veganos; Pessoas com 60 anos ou mais; Gestantes; Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica; Usuários de medicamentos que reduzem a acidez gástrica; Pessoas que utilizam metformina; Pacientes com doença de Crohn; Pessoas com retocolite ulcerativa; Indivíduos com doença celíaca; Pessoas com síndrome do intestino irritável; Mulheres com histórico de infertilidade ou abortamento; Imunossuprimidos; Pessoas com mielopatia; Pacientes com esclerose múltipla. Comer carne não garante proteção contra a deficiência Embora os alimentos de origem animal sejam as principais fontes de vitamina B12 e reduzam o risco de deficiência por baixa ingestão, o consumo regular desses alimentos nem sempre impede o problema, porque a absorção da vitamina depende de fatores gástricos e intestinais. Segundo o consenso, fígado bovino, carnes, peixes, ovos, leite e derivados estão entre os alimentos mais ricos na vitamina. Já alimentos vegetais in natura não são considerados fontes confiáveis de cobalamina. Em dietas vegetarianas ou veganas, a ingestão adequada costuma depender de alimentos fortificados ou suplementação, conforme orientação profissional. De acordo com o consenso da Abran, as principais fontes alimentares incluem: Fontes de vitamina B12 No entanto, a absorção da vitamina depende de um processo complexo que envolve ácido gástrico, proteínas transportadoras e o fator intrínseco produzido no estômago, com absorção posterior no intestino delgado. Por isso, doenças gastrointestinais, cirurgias e alguns medicamentos podem interferir nesse processo. Por isso, segundo a endocrinologista Marcia Helena Costa, doutora pela USP e professora de Endocrinologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), mesmo pessoas que consomem regularmente a

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