Acordo EUA e Irã: o que pode dar errado e as perguntas ainda em aberto, segundo especialistas

📰 Gündem 📰 Brazil 🕐 2 saat önce
Acordo EUA e Irã: o que pode dar errado e as perguntas ainda em aberto, segundo especialistas

O acordo foi assinado, mas a atenção já está se voltando para os principais pontos de tensão Getty Images via BBC Depois de semanas de negociações, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar — mas as atenções estão se voltando agora para os enormes desafios de acabar com a guerra. Na quarta-feira (17), funcionários de alto escalão dos EUA leram um memorando de entendimento de 14 parágrafos para jornalistas, incluindo a BBC. O acordo deve ser assinado formalment

O acordo foi assinado, mas a atenção já está se voltando para os principais pontos de tensão Getty Images via BBC Depois de semanas de negociações, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar — mas as atenções estão se voltando agora para os enormes desafios de acabar com a guerra. Na quarta-feira (17), funcionários de alto escalão dos EUA leram um memorando de entendimento de 14 parágrafos para jornalistas, incluindo a BBC. O acordo deve ser assinado formalmente na Suíça na sexta-feira (19), abrindo caminho para que um "acordo definitivo" seja alcançado dentro de um "máximo de 60 dias prorrogáveis por consentimento mútuo". O texto estabelece compromissos para iniciar a retirada do bloqueio naval dos EUA, restaurar a navegação pelo Estreito de Ormuz e negociar a suspensão de "todos os tipos de sanções" contra o Irã. O documento também descreve planos para um fundo de pelo menos US$ 300 bilhões para a reconstrução e o desenvolvimento econômico do Irã, além de um compromisso renovado de Teerã de não desenvolver uma arma nuclear. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o acordo preliminar "não é final" e afirmou que os EUA podem "voltar a jogar bombas" caso ele fracasse. O presidente do parlamento do Irã e principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse à imprensa estatal que sua desconfiança em relação aos EUA permanece, e que o Irã está "com o dedo no gatilho". Trump assina acordo inicial com Irã em Versalhes Confira abaixo as três principais ameaças às negociações de paz, de acordo com especialistas. 1) Ofensiva de Israel no Líbano Ambos os lados declararam o "encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano", disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como um dos principais mediadores, durante o anúncio do acordo inicial. O acordo divulgado na quarta-feira também inclui explicitamente o Líbano, garantindo sua "integridade territorial e soberania". No entanto, Israel continuou atacando o Líbano — mesmo após Trump afirmar que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deveria ser "mais responsável em relação ao Líbano" na cúpula do G7 na França. Na quarta-feira, aviões israelenses atingiram a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores de Kfar Tebnit, informou a agência estatal libanesa National News Agency (NNA). Estima-se que 50 mil casas foram danificadas ou destruídas no Líbano durante a guerra REUTERS Além disso, autoridades dos EUA afirmam que, embora o Líbano esteja coberto pelo cessar-fogo, a retirada das forças israelenses do território libanês não é uma condição do acordo. Israel manterá o direito de autodefesa, segundo os EUA. Mas o Irã afirmou que o fim da guerra no Líbano é uma "parte inseparável do acordo para encerrar a guerra". O Hezbollah, grupo militante libanês apoiado pelo Irã, faz coro a essa posição. O Irã assegurou a seu aliado que exigirá a retirada completa das tropas israelenses do Líbano na próxima fase das negociações, disse à Reuters o escritório de relações com a imprensa do Hezbollah. Israel também sinalizou claramente que não se considera vinculado à interpretação iraniana do acordo. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as forças israelenses permanecerão em zonas de segurança no Líbano "por tempo indeterminado" e advertiu que "atacarão com força total" se o Irã atacar Israel por causa do Líbano. Tel Aviv tem sido o "principal sabotador" dos esforços de paz, diz H.A. Hellyer, cientista político do Royal United Services Institute, um centro de estudos do Reino Unido. "A postura militar agressiva israelense, seja direcionada ao Irã ou conduzida por meio da devastação contínua no Líbano, representa a maior ameaça individual ao progresso diplomático", afirma. O processo pode entrar em colapso antes que "negociações substanciais sobre a questão nuclear sequer comecem" se Teerã for arrastado para um confronto direto, segundo Hellyer. O presidente libanês, Joseph Aoun, acolheu o acordo preliminar, dizendo esperar que ele se traduza em "medidas práticas que ponham fim definitivo ao ciclo de violência". Para o próprio Líbano, as consequências da guerra têm sido devastadoras. Mais de 3,7 mil pessoas morreram, cerca de um milhão foram deslocadas e grandes partes do sul sofreram destruição generalizada. 2) Programa nuclear do Irã Placa para Natanz, onde está instalação nuclear iraniana Getty Images via BBC Outro ponto de atrito é o urânio enriquecido do Irã, embora Trump tenha dito que não há pressa em confiscá-lo. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã havia acumulado cerca de 400 kg de urânio enriquecido a 60% até o ano passado. Para fabricar uma arma nuclear, o nível de enriquecimento necessário é de cerca de 90%. Teerã tem afirmado consistentemente que seu programa nuclear é pacífico e reiterou no acordo que não buscará desenvolver armas nucleare

#president

📌 Kaynak

Bu haber XML kaynağından derlenmiştir. Tamamı için orijinal habere gidin.

Orijinal haberi oku →
📱
News AI World — Mobil uygulama
Bu haberleri 45 dilde, anlık çeviriyle cebinde. Erken erişim için Gmail adresini bırak.
← Tüm haberlere dön