Dia do Imigrante: descendente de libaneses ensina receita de falafel que preserva história e cultura familiar
Descendente de libaneses no interior de SP ensina a preparar receita de falafel A imigração é o processo pelo qual uma pessoa entra em outro país com a intenção de morar nele, seja de forma temporária ou definitiva. Nesse contexto, surgem os imigrantes: pessoas dispostas a deixar seu povo, lar, histórias e tradições em busca de oportunidades ou de melhores condições de vida. A mudança para outro país pode significar o distanciamento de referências culturais, familiares e soci
Descendente de libaneses no interior de SP ensina a preparar receita de falafel A imigração é o processo pelo qual uma pessoa entra em outro país com a intenção de morar nele, seja de forma temporária ou definitiva. Nesse contexto, surgem os imigrantes: pessoas dispostas a deixar seu povo, lar, histórias e tradições em busca de oportunidades ou de melhores condições de vida. A mudança para outro país pode significar o distanciamento de referências culturais, familiares e sociais. Para fortalecer os laços com suas origens, imigrantes buscam preservar e compartilhar a própria cultura, transmitindo tradições, costumes e memórias aos descendentes e à comunidade que os acolheu. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp No Dia do Imigrante, celebrado nesta quinta-feira (25), o g1 mostra o preparo de uma receita tradicional da cultura libanesa: o falafel. A reportagem também conversou com famílias descendentes de imigrantes que saíram do Líbano e encontraram em Itapetininga, no interior paulista, um local para recomeçar. 🧆 Aprenda a fazer falafel Descendente de libaneses em Itapetininga (SP) ensina a fazer receita de falafel Árabe Bistro/Divulgação Quem ensina a receita é Fuad Abrão Isaac, de 75 anos, professor e comerciante em Itapetininga. Ele aprendeu com a mãe, Therezinha Fuad, de 90 anos. Os dois são descendentes de libaneses. 🔎 O Líbano faz parte do mundo árabe: o idioma oficial é o árabe, o país integra a Liga Árabe e grande parte da população se identifica culturalmente como árabe. No início do século 20, em 1906 e 1913, os avôs de Fuad vieram ao Brasil fugindo do Império Otomano, que se encerrou em 1917, fazendo a separação dos estados e a criação do Líbano, Síria e Palestina. Após lecionar por cerca de 20 anos, ele decidiu abrir um restaurante de comida árabe na cidade, que funciona desde 2014. "Sempre sonhei em abrir um restaurante. A inspiração veio da minha mãe, por causa dessa descendência. Ela é uma cozinheira de 'mão cheia'. Ela ensinou a fazer as comidas e começamos o restaurante", explicou. Cardápio do restaurante foi feito a partir das receitas da mãe do proprietário Árabe Bistro/Divulgação Entre as diversas opções, o restaurante oferece pratos típicos da gastronomia árabe, como kibe, esfiha, chancliche, coalhada seca, homus, charuto de repolho ou uva e babaganoush. Desses, Fuad destaca o falafel como um dos "queridinhos" dos brasileiros. Veja abaixo como fazer o quitute: Ingredientes O falafel é um bolinho frito de origem árabe, feito com grão-de-bico cru hidratado e ervas frescas. Conforme Fuad, o segredo para uma massa perfeita e crocante é o processamento a seco e o tempo de geladeira. Para preparar o falafel, que pode ser servido como acompanhamento ou prato principal, separe: 250 g de grão-de-bico cru; 1/2 cebola média picada; 1/2 xícara de chá de folhas de salsa fresca; 1/2 xícara de chá de folhas de coentro fresco; 1 colher de chá de cominho em pó; 1 pimenta vermelha; 1 colher de chá de sal; 2 colheres de sopa de farinha de rosca grão-de-bico; O óleo usado para fritar deve ser de girassol ou milho. Modo de preparo Para a etapa de hidratação do grão, é indicado colocar o grão-de-bico em uma tigela, cobrir com bastante água e deixar de molho de 12 a 24 horas. Escorra toda a água e seque bem os grãos em um papel-toalha; No processador de alimentos, coloque o grão-de-bico, a cebola, a salsa e o coentro. Triture até obter uma textura de farofa ou areia grossa. É necessário ter atenção e evitar bater demais para não virar uma pasta; Em seguida, transfira a massa para uma tigela e adicione o cominho, a pimenta síria e o sal; misture bem. Após essa etapa, adicione as duas colheres de sopa de farinha de rosca; A massa deve ficar na geladeira por pelo menos de 30 a 60 minutos para firmar. As bolas podem ser formadas com a mão, cerca de 30 gramas, ou até em formato de discos achatados; Por fim, aqueça o óleo a 160°C em uma panela funda. Frite os falaféis em pequenas porções por cerca de três a quatro minutos, até que fiquem dourados por igual. Em seguida, retire-os do óleo e coloque-os sobre papel-toalha para escorrer o excesso de gordura. Uma orientação feita pelo cozinheiro é de que a porção pode ser servida junto ao molho taratour, que é uma mistura entre tahine, limão, sal e um toque de alho. Também pode acompanhar saladas de tomate, pepino, salsa, hortelã, alface e pão sírio. Orgulho da descendência Ao g1, o comerciante relatou a paixão pela cultura árabe e reforçou o sofrimento que sente com a guerra que acontece nos países do Oriente Médio. O contato com as tradições foi transmitido pelo avô de Fuad, que o ensinou sobre a língua e histórias, "montando" na cabeça dele uma conexão com suas raízes natais. "Uma das razões de abrir um restaurante árabe é para manter a cultura e essa história viva, pois são muitos imigrantes que vieram e agora fazem parte dessa economia, política
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