Como a infertilidade masculina ainda não recebe a atenção necessária

🏥 Sağlık 📰 Brazil 🕐 3 saat önce
Como a infertilidade masculina ainda não recebe a atenção necessária

Como a infertilidade masculina ainda não recebe a atenção necessária BBC Em meados de 2020, enquanto o Reino Unido estava confinado por causa da pandemia da Covid-19, Luke e a sua mulher decidiram constituir uma família. "Durante toda a minha adolescência, a mensagem era clara: não faça sexo sem camisinha ou você pode engravidar alguém", diz Luke. "Então, quando você fica mais velho, espera que tudo aconteça normalmente. Quando não acontece, você não sabe o que fazer nem para

Como a infertilidade masculina ainda não recebe a atenção necessária BBC Em meados de 2020, enquanto o Reino Unido estava confinado por causa da pandemia da Covid-19, Luke e a sua mulher decidiram constituir uma família. "Durante toda a minha adolescência, a mensagem era clara: não faça sexo sem camisinha ou você pode engravidar alguém", diz Luke. "Então, quando você fica mais velho, espera que tudo aconteça normalmente. Quando não acontece, você não sabe o que fazer nem para onde ir." Depois de 18 meses sem conseguir engravidar, o casal procurou um clínico geral (GP, na sigla em inglês), médico responsável pelo atendimento inicial no sistema público de saúde britânico. Em seguida, foram encaminhados para exames em um hospital e em uma clínica de fertilidade. Ao longo do ano seguinte, Luke diz que toda a atenção se voltou para a mulher. As consultas eram marcadas em nome dela. Quando precisava preencher formulários, era ela quem recebia os contatos, embora os dados dele também estivessem registrados. Triagem gratuita em 5 mil casais: USP lança projeto que vai mapear risco genético de futuros filhos Agora no g1 "No fundo, todo o sistema parte do pressuposto de que o problema é da mulher", afirma. "A parte masculina acaba completamente negligenciada." Levou mais de um ano, e uma tentativa malsucedida de fertilização in vitro (FIV), para que Luke fosse informado de que poderia haver um problema com seu esperma. "Na hora, pensei: 'Só agora vocês estão me dizendo isso?'", conta. "Havia questões do meu lado que poderiam ter sido investigadas muito antes, em vez de me tratarem como um mero acessório no processo." A infertilidade afeta cerca de 1 em cada 6 casais. Aproximadamente metade dos casos está relacionada a fatores masculinos, isoladamente ou em conjunto com causas femininas. As diretrizes mais recentes do Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido (Nice, na sigla em inglês) recomendam que casais que não consigam engravidar após 12 meses de relações sexuais sem contracepção sejam avaliados em conjunto, com homens e mulheres submetidos, paralelamente, aos exames necessários. No Brasil, a disponibilidade de atendimentos especializados na rede pública varia bastante de uma instituição para outra, e de um Estado para outro. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contabiliza 227 centros públicos e privados de Reprodução Humana Assistida no país. Ainda assim, especialistas afirmam que os homens frequentemente ficam em segundo plano no diagnóstico, no tratamento e até nas conversas sobre fertilidade. "Pode haver exclusão de fato, mesmo quando ela não é intencional", afirma Bola Grace, da University College London, no Reino Unido. "Os homens nos dizem que isso acontece em diferentes etapas do atendimento: na forma como o cuidado é prestado, nas clínicas de fertilidade e até no aconselhamento." Um estudo liderado por Grace, publicado em 2019, constatou que muitos homens gostariam de participar mais ativamente do tratamento de fertilidade, mas frequentemente sentiam que suas vozes não eram ouvidas. Segundo Grace, isso acaba alimentando um ciclo. Alguns serviços de fertilidade não incluem os homens de forma efetiva, eles passam a participar menos, e isso reforça a percepção de que simplesmente não têm interesse. "Criamos um ciclo em que os homens são excluídos e, depois, culpados por não participarem", afirma. Grace diz que isso pode ter consequências concretas, não apenas para os homens, mas também para as mulheres, que muitas vezes acabam assumindo a maior parte do peso emocional e prático do tratamento, lidando com o "enfrentamento da situação, o planejamento, a preocupação e a tomada de decisões". Essa dinâmica também pode atrasar a identificação de problemas, fazer com que exames e tratamentos sejam mais invasivos e tornar a jornada pela fertilidade mais longa e mais cara para o casal. Diante desse cenário, como o sistema de saúde poderia oferecer mais apoio quando um homem descobre que pode ter um problema de fertilidade? E o que poderia ser feito para incentivar os homens a falar mais abertamente sobre o tema? 'Ignorados pelo sistema' Em 1978, Louise Brown se tornou o primeiro bebê do mundo a nascer por meio de uma fertilização in vitro (FIV) bem-sucedida AFP via Getty Images Desde o nascimento do primeiro bebê por FIV, em 1978, os tratamentos de fertilidade têm sido voltados principalmente para as mulheres, em parte por razões biológicas. Na FIV, é preciso estimular os ovários para produzir óvulos, coletá-los, fecundá-los em laboratório e, depois, transferir o embrião formado para o útero. Já os homens, na maioria dos casos, apenas fornecem uma amostra de sêmen e aguardam que o restante do processo siga seu curso. Esse desequilíbrio moldou a forma como o tratamento da infertilidade evoluiu, afirma Allan Pacey, professor de andrologia (especialidade médica voltada à s

#covid#hospital#euro#app

📌 Kaynak

Bu haber XML kaynağından derlenmiştir. Tamamı için orijinal habere gidin.

Orijinal haberi oku →
📱
News AI World — Mobil uygulama
Bu haberleri 45 dilde, anlık çeviriyle cebinde. Erken erişim için Gmail adresini bırak.
← Tüm haberlere dön