Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude

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Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude

Foto mostra a página do Twitter do empresário chinês Guo Wengui em 30 de agosto de 2017 Andy Wong/AP Um bilionário chinês autoexilado, que já foi considerado um dos homens mais ricos da China, foi condenado na segunda-feira (29) a 30 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude financeira. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Guo Wengui, que fugiu da China há uma década rumo aos EUA e se reinventou como crítico do Partido Comunista de Xi Jinping, fo

Foto mostra a página do Twitter do empresário chinês Guo Wengui em 30 de agosto de 2017 Andy Wong/AP Um bilionário chinês autoexilado, que já foi considerado um dos homens mais ricos da China, foi condenado na segunda-feira (29) a 30 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude financeira. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Guo Wengui, que fugiu da China há uma década rumo aos EUA e se reinventou como crítico do Partido Comunista de Xi Jinping, foi considerado culpado por fraude em grande escala lesou mais de mil pessoas e sustentou um estilo de vida luxuoso com as centenas de milhões de dólares arrecadados, concluiu a juíza Analisa Torres. Segundo ela, Wengui “explorou aqueles que buscavam levar a democracia à China”. O bilionário chinês foi condenado em nove das 12 acusações criminais contra ele. A promotoria pedia 30 anos de prisão contra ele pelo que chamou de fraude assombrosa praticada entre 2018 e 2023. A juíza Torres também determinou que Guo pague US$ 889 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) em indenizações às vítimas. Wengui está preso de forma preventiva nos EUA desde março de 2023. Antes disso, o bilionário se aproximou do estrategista político conservador Steve Bannon, com quem anunciou, em 2020, uma iniciativa conjunta para derrubar o governo chinês. Promotores afirmam que Guo convenceu centenas de milhares de pessoas a investir mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bi) em entidades sob seu controle, e os recursos obtidos ilegalmente sustentaram “um estilo de vida de excessos extraordinários”, com mansões, iates, carros de corrida, roupas de grife e mobiliário de luxo. Ele vivia em um apartamento de luxo com vista para o Central Park e havia se associado ao clube de golfe Mar-a-Lago, na Flórida, do então presidente Donald Trump. Ao proferir a sentença, a juíza leu trechos de cartas recebidas de vítimas que relataram ter perdido suas economias de toda a vida, além de sofrer ansiedade severa, vergonha e até conflitos familiares devido às decisões de investimento. Antes da sentença contra ele ser pronunciada, o bilionário chinês protestou contra o tratamento recebido por ele na prisão, dizendo que foi levado ao hospital na manhã de segunda-feira com um quadro de vômitos. Ele também falou brevemente, em sua defesa, que tinha como objetivo "destruir o Partido Comunista Chinês". A defesa de Wengui defendeu a origem de sua fortuna tanto antes de chegar aos EUA quanto durante a campanha com Bannon, e afirmou que o bilionário é vítima de uma perseguição “ampla, constante e potencialmente fatal” do Partido Comunista Chinês. Eles alegaram que o partido recrutou figuras influentes nos setores empresarial, do entretenimento e político dos EUA para conspirar contra ele. Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que tomou conhecimento da sentença e destacou que Guo é procurado pelo governo chinês, com um alerta vermelho da Interpol em vigor — um pedido para que forças policiais ao redor do mundo o detenham para fins de extradição. Esta reportagem está em atualização. Agora no g1

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