Justiça prorroga prisão temporária de delegado e agentes investigados por ligação com tráfico de drogas na PB

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Justiça prorroga prisão temporária de delegado e agentes investigados por ligação com tráfico de drogas na PB

Delegado e policiais são presos em operação contra o tráfico A Justiça da Paraíba prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do delegado Braz Morroni outros sete investigados presos durante a Operação Perfídus, que apura suspeita de ligação dos suspeitos com o tráfico de drogas. A decisão aponta que o novo prazo é necessário para a conclusão das diligências em andamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com documento, ao qual o g1 teve aces

Delegado e policiais são presos em operação contra o tráfico A Justiça da Paraíba prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do delegado Braz Morroni outros sete investigados presos durante a Operação Perfídus, que apura suspeita de ligação dos suspeitos com o tráfico de drogas. A decisão aponta que o novo prazo é necessário para a conclusão das diligências em andamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com documento, ao qual o g1 teve acesso, a prorrogação, solicitada na segunda-feira (30), acontece porque o prazo inicial foi considerado insuficiente para a análise integral de celulares, computadores e outros materiais apreendidos. Ainda na mesma decisão, a Justiça negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Braz Morroni. Apesar do indeferimento, foi determinado que o investigado receba acompanhamento médico na unidade prisional. LEIA TAMBÉM: Investigação que levou à prisão de delegado na PB começou após denúncia de traficante, diz polícia A Justiça também negou os pedidos de desbloqueio de contas bancárias feitos por Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como Bomba, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como Mão Branca, presos na mesma operação. O despacho determina que a Polícia Civil conclua as perícias e apresente o relatório final do inquérito dentro do mesmo prazo de 30 dias, contado a partir da prorrogação das prisões temporárias. O g1 tentou contato com a defesa do delegado Braz Morroni após a nova decisão judicial, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O delegado e os demais investigados permanecem presos no Presídio Especial do Valentina, localizado em João Pessoa. Defesas negam crimes Desde o início das investigações, as defesas dos investigados negam irregularidades. À época dos fatos, a defesa de Everton Aires afirmou que o devido processo legal está em curso e que o investigador não aceita as acusações. Já o advogado de Eduardo Jorge disse que não é crível que policiais negociem drogas de forma aberta e que pode haver um processo de desgaste de imagem. A defesa do delegado Braz Morroni afirmou que não há elementos que comprovem a participação consciente dele nos fatos investigados. As investigações Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em fevereiro de 2025, após a denúncia de um traficante que relatou que drogas apreendidas teriam sido desviadas por agentes da corporação. Ao longo das apurações, os investigadores reuniram elementos que indicam que o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em vendas ao longo de quatro anos. Dos nove mandados de prisão expedidos pela Justiça contra os suspeitos, oito foram cumpridos na operação Perfídus. Operação Perfídius foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) Divulgação/Polícia Civil Quem é quem no esquema Braz Morroni - delegado da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) Delegado Braz Morroni está entre os presos da operação Reprodução/TV Cabo Branco No documento judicial, Braz Morroni é descrito como alguém que teria participação ativa no esquema. Segundo o documento, ele não apenas toleraria as ações dos subordinados da Polícia Civil, mas seria beneficiário direto dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas. A investigação sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negociações realizadas pelos investigadores, cobrava rapidez na recuperação de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao grupo. A decisão cita transferências financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organização criminosa, para contas ligadas ao delegado, além de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em operações de tráfico e comércio ilícito de drogas. Também é mencionado que, em dezembro de 2025, o delegado teria comparecido pessoalmente à delegacia para receber sua parte dos recursos arrecadados com o tráfico de drogas. Por esses elementos, o magistrado que autorizou a prisão, entendeu haver indícios de participação direta do delegado na estrutura criminosa, determinando sua prisão temporária, afastamento do cargo, bloqueio de bens e suspensão do porte de armas. Em audiência de custódia realizada pela Justiça após a prisão, foi mantida a prisão temporária de Braz Morroni, nesta terça-feira (2). Ele foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. Everton Rychelyson da Silva Aires - Operador do grupo e policial civil Everton foi apontado como sendo um dos principais operadores do esquema criminoso. Ele é agente da Polícia Civil TV Cabo Branco O principal apontado como operador do grupo criminoso é o investigador da Polícia Civil, Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba". Conforme a decisão judicial, ele seria o elo entre policiais e

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