Superior Tribunal Militar mantém condenação de dois civis pelo desvio de metralhadoras e fuzil do Arsenal de Guerra do Exército
Furto de armas do Arsenal de Guerra do Exército aconteceu à luz do dia O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de dois civis denunciados por envolvimento no desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra do Exército de São Paulo (AGSP), em Barueri (SP). As defesas de Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira tentavam converter, no recurso, a condenação a 18 anos de prisão cada um por comércio ilegal de arma de fogo de uso restrito. O crime, segundo a investiga
Furto de armas do Arsenal de Guerra do Exército aconteceu à luz do dia O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de dois civis denunciados por envolvimento no desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra do Exército de São Paulo (AGSP), em Barueri (SP). As defesas de Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira tentavam converter, no recurso, a condenação a 18 anos de prisão cada um por comércio ilegal de arma de fogo de uso restrito. O crime, segundo a investigação, aconteceu em setembro de 2023, e foi executado por militares que se aproveitaram da ausência de expediente no feriado da Independência para arrombar o depósito e retirar o armamento - 21 metralhadoras calibres .50 e 7,62, e um fuzil - em uma caminhonete oficial da administração militar. A Justiça aceitou os argumentos do Ministério Público Militar de que Cláudio Aldo Ferreira, identificado pelo apelido de “Véio”, participou ativamente da conferência e da embalagem das armas no dia seguinte ao furto, com o objetivo de enviá-las a facções criminosas. A participação dele foi confirmada por um laudo de perícia fonética que atestou ser dele a voz gravada em vídeos onde o armamento era exibido e chamado de “bagulho de guerra”. Além disso, a quebra de sigilo bancário revelou transações financeiras suspeitas entre Cláudio e familiares de outros envolvidos no esquema em datas próximas ao desvio do material bélico. Em relação a Altoniel Salvador Almeida, conhecido como “Atani”, o Ministério Público Militar afirmou que ele atuou como intermediário na venda de quatro metralhadoras calibre .50 pertencentes ao Exército. Ele teria sido procurado por um comparsa que buscava quitar uma dívida antiga e forneceu o contato de um comprador clandestino localizado em Paranhos, no Mato Grosso do Sul. Pela negociação, Altoniel recebeu o pagamento de R$ 10 mil, de acordo com o MPM. Durante o julgamento, o Ministério Público Militar sustentou que as condutas de ambos configuram o crime de comércio ilegal de arma de fogo de uso proibido ou restrito e que a gravidade dos fatos é acentuada pelo tipo de armas comercializadas. Em julgamento na quarta-feira (3), o STM negou a apelação criminal dos réus por unanimidade e manteve a condenação dos dois. Tanto Antoniel Almeida quanto Cláudio Ferreira negam a participação no desvio e pediram a anulação do processo por falta de provas. Até o momento, as defesas não foram encontradas para comentar a decisão do STM. Esquema do furto de armas do exército Gabriel Andrade/Bruno Balota Outras condenações Em outra ação penal, o Superior Tribunal Militar condenou quatro militares e outros cinco civis pelo furto e comercialização de armamentos do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri. Dois ex-cabos do Exército, que atuavam como motorista do diretor do AGSP e auxiliar da Seção de Transporte, foram sentenciados a 17 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de peculato-furto. O então chefe da Seção de Inteligência, um tenente, recebeu pena de 9 meses de detenção, 3 meses por inobservância de regulamento militar e 6 meses por peculato culposo, ao emitir ordem para que veículos não fossem revistados na entrada e saída do quartel, o que facilitou o furto. O tenente-coronel que dirigia o AGSP foi punido com seis meses de suspensão do exercício do posto por negligência. Segundo a acusação, ele descumpriu normas do Exército ao não exercer comando efetivo sobre a unidade. Quatro civis também foram condenados por participação no esquema de comercialização das armas com facções criminosas. Um deles recebeu pena de 14 anos e 4 meses de prisão; os outros quatro, 18 anos de reclusão, todos em regime fechado. Eles foram enquadrados no crime de comércio ilegal de arma de fogo. O furto Segundo o Ministério Público Militar, o crime ocorreu durante o feriado da Independência, quando não havia expediente no AGSP. Os dois cabos arrombaram os cadeados e o lacre do depósito da Seção de Recebimento e Expedição de Material, desativaram o alarme e colocaram o armamento na caçamba de uma caminhonete, coberta com lona. Eles deixaram o quartel sem revista veicular, conforme determinação do tenente responsável pela inteligência. As armas foram então repassadas a civis que negociaram com organizações criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro. Relembre o que se sabe sobre o furto: 1. Armas desviadas: Segundo o processo, o número exato de armas furtadas foi de 22, e não de 21, como havia sido divulgado de forma preliminar pelo Exército. São elas: 13 metralhadoras .50 M2 HB Browning; 8 metralhadoras 7,62 M971 MAG; e fuzil 7,62 M964. O Exército diz que o fuzil é considerado um simulacro, porque que estava sem mecanismo de disparo. Das 22 armas desviadas, duas metralhadoras (calibre .50 HB Browning) ainda não foram encontradas. Outras 20 armas foram recuperadas em ações das polícias civis de São Paulo e do Rio: Oito foram apreendidas no dia 19 de o
📌 Kaynak
Bu özet Globo G1 (BR) kaynağından otomatik derlenmiştir. Tamamı için orijinal habere gidin.
Orijinal haberi oku →