EUA oficializam classificação do PCC e CV como terroristas: a linha do tempo da decisão
Lula Getty Images / BBC O governo dos Estados Unidos oficializou nesta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. A decisão, que já havia sido anunciada em 28 de maio, foi publicada nesta sexta no Federal Register, o Diário Oficial americano. O documento é assinado por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Outra decisão publicada no Federal Register nesta sexta-feira e tam
Lula Getty Images / BBC O governo dos Estados Unidos oficializou nesta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. A decisão, que já havia sido anunciada em 28 de maio, foi publicada nesta sexta no Federal Register, o Diário Oficial americano. O documento é assinado por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Outra decisão publicada no Federal Register nesta sexta-feira e também assinada por Rubio possibilita que pessoas ligadas ao PCC e CV tenham bens e ativos que estejam sob jurisdição dos EUA congelados sem aviso prévio. Também proíbe transações financeiras entre pessoas ou empresas americanas e essas organizações e prevê sanções contra indivíduos ou entidades que forneçam apoio material, financeiro ou logístico a esses grupos. Agora no g1 A designação de CV e PCC como entidades terroristas internacionais pelo Departamento de Estado norte-americano marcou a maior derrota do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua relação com o governo do presidente Donald Trump desde a imposição do tarifaço, em 2025. Foi uma batalha que demorou mais de um ano, com idas e vindas de lado a lado e que, neste momento, parece ter sido vencida pelo grupo político agora liderado pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro era contra a medida. O principal argumento era de que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares norte-americanas sob o pretexto de combate ao terrorismo. O governo também alegava que a medida iria contra a legislação brasileira que faz uma distinção entre as atividades praticadas por facções criminosas e o terrorismo. Do outro lado, o grupo liderado por Flávio Bolsonaro vinha defendendo publicamente a medida há mais de um ano apontando a posição contrária do governo Lula à designação como uma suposta demonstração de conivência da administração petista com o crime organizado. A decisão anunciada ao fim de maio veio, aliás, um dia depois de Flávio Bolsonaro ter encerrado uma viagem para Washington, onde se encontrou com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio. O governo brasileiro nunca havia considerado o assunto totalmente superado dentro da administração Trump dado o que assessores de Lula classificam como imprevisibilidade do presidente norte-americano. Apesar disso, a BBC News Brasil apurou que a decisão dos EUA pegou de surpresa até mesmo diplomatas que acompanhavam parte das conversas entre os dois países sobre o assunto. Durante sua passagem pelos Estados Unidos, Flávio disse ter defendido, para toda a equipe de Trump, que o país tomasse a medida contra as organizações criminosas brasileiras — ao contrário do novo tarifaço de 25% proposto pelos EUA para produtos brasileiros nesta semana, que o senador diz ter pedido a Trump, Vance e Rubio que não fosse aplicado. Antes da viagem de Flávio, interlocutores do presidente Lula afirmavam, em caráter reservado, que o governo interpretaria um anúncio da administração Trump considerado negativo como uma possível ingerência no processo eleitoral do Brasil e que o governo responderia a exemplo do que aconteceu durante o tarifaço em 2025. Após a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas, Lula se manifestou publicamente sobre o tema. "Quer combater o crime organizado? Entregue os nossos que tão lá nos EUA. Nós não aceitamos ser tratados como moleque. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", diss e o presidente. "Eu tive três horas com o presidente Trump. Três horas com ele. Entreguei quatro documentos pra ele, um deles era o combate ao crime organizado. O sr. Rubio não estava lá, possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos EUA pedir intervenção americana no Brasil." Lei brasileira faz distinção entre criminalidade comum e terrorismo AFP via Getty Images Resposta brasileira A BBC News Brasil apurou que o governo brasileiro pretende modular a resposta à medida adotada pelos EUA para evitar um desgaste ainda maior junto ao público interno a poucos meses das eleições. Após a decisão, o governo publicou em 29 de maio uma nota em que diz que PCC e CV são tratados pelo Estado como organizações criminosas responsáveis por espalhar terror em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, armas e atuação de milícias. Sem citar nome, a gestão chamou de "deplorável" a intervenção da família Bolsonaro nos temas internacionais. "A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autorid
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