Maior felino das Américas: monitoramento aponta queda na população de onças-pintadas no Contínuo de Paranapiacaba

💻 Teknoloji 📰 Globo G1 (BR) 🕐 3 saat önce
Maior felino das Américas: monitoramento aponta queda na população de onças-pintadas no Contínuo de Paranapiacaba

Onça-pintada RonRon, monitorada pelo projeto, é flagrada por armadilha fotográfica A onça-pintada (Panthera onca), maior felino das Américas e principal predador da América do Sul, tem enfrentado uma redução crescente de sua população e precisa lutar contra diferentes ameaças, como a caça, os atropelamentos, a perda de habitat e até os impactos das mudanças ambientais provocadas pela ação humana. No Contínio de Paranapiacaba, o projeto de monitoramento fotográfico dos animais

Onça-pintada RonRon, monitorada pelo projeto, é flagrada por armadilha fotográfica A onça-pintada (Panthera onca), maior felino das Américas e principal predador da América do Sul, tem enfrentado uma redução crescente de sua população e precisa lutar contra diferentes ameaças, como a caça, os atropelamentos, a perda de habitat e até os impactos das mudanças ambientais provocadas pela ação humana. No Contínio de Paranapiacaba, o projeto de monitoramento fotográfico dos animais identificou que a população monitorada caiu pelo menos metade entre 2020 e 2023, considerado um sinal de alerta para os especialistas. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Ao g1, a bióloga e analista ambiental Beatriz de Mello Beisiegel, coordenadora do projeto "as onças pintadas do Contínuo de Paranapiacaba, explica que a perda de habitat de qualidade é um dos principais fatores que impactam a sobrevivência dos felinos. "Um dos motivos é a diminuição de habitat e de qualidade de habitat. As estradas como a SP-250 são parte importante disso. Em 2009-2011 fizemos a primeira estimativa populacional de onças pintadas da região. Em 2020-2023 atualizamos esta estimativa, e a população da espécie diminuiu pelo menos pela metade", comenta. O Contínuo de Paranapiacaba é uma maiores áreas contínuas de Mata Atlântica remanescente, formada pelos parques estaduais Intervales (PEI), Turístico do Alto Ribeira (Petar), Nascentes do Paranapanema (Penap), Carlos Botelho (PECB), estes na região de Itapetininga (SP), e Estação Ecológica de Xitué (EEX), além das Áreas de Proteção Ambiental da Serra do Mar (APA) e dos Quilombos do Médio Ribeira (APA) e grandes florestas particulares. Beatriz explica que as onças-pintadas dependem de extensos corredores florestais para se deslocarem de forma segura e manterem hábitos essenciais à sua sobrevivência. "Para a onça- pintada é muito importante que não seja uma floresta fragmentada. Do maciço florestal até Itapetininga, até as regiões mais ao norte, tem 'corredorzinhos' de mato ciliar, corredorzinhos de áreas de preservação permanente, de reserva legal, que para as onças-pardas, para muitos mesocarnívoros, são usados, Mas para as onças-pintadas não, porque em geral elas só usam o contínuo florestal que vai desde Tapiraí a Miracatu, até na verdade o norte do Paraná", detalha. O Contínuo de Paranapiacaba tem cerca de 4 mil quilômetros quadrados de floresta contínua, incluindo áreas particulares Divulgação Animais monitorados Casal de onças-pintadas é avistado atravessando pista de rodovia no interior de SP Em 17 de maio, um casal de onças-pintadas foi avistado atravessando a pista da Rodovia Sebastião Ferraz de Camargo Penteado (SP-250), entre Guapiara e Apiaí (SP). Na época, a Fundação Florestal disse que os felinos são conhecidos na região e até possuem nomes de batismo, Escuro e Estrela. Dar nome aos animais monitorados é uma estratégia utilizada pelo projeto para aproximar a população e estimular a proteção das onças-pintadas. No entanto, segundo a bióloga Beatriz, não é possível afirmar que o casal flagrado no vídeo seja, de fato, formado pelos animais conhecidos como Escuro e Estrela. “Dar nome aos bichos e contar a história de cada um realmente conquista as pessoas. Os moradores da região do Petar têm uma relação muito próxima com as onças e, por isso, logo associaram os animais ao Escuro e à Estrela. Mas não dá para fazer essa identificação com segurança, porque as imagens foram feitas de longe e nós identificamos os indivíduos pelas rosetas, que não aparecem no vídeo”, explica. As rosetas citadas pela coordenadora são as manchas em formato de anel ou flor encontradas na pelagem da onça-pintada. “Algumas características podem ajudar na identificação, como a região onde o animal costuma circular ou até comportamentos específicos. Mas a confirmação só acontece quando conseguimos visualizar as rosetas”, afirma. Onça-pintada era monitorada por projeto ambiental na região de Guapiara e Capão Bonito Beatriz de Mello Beisiegel/ICMBio LEIA TAMBÉM: Onça-parda é encontrada 'descansando' em cima de árvore de bairro residencial no interior de SP 'RG Pet' permite identificação por QR Code e ajuda a localizar animais perdidos; veja os nomes mais registrados e saiba como fazer Enterrado vivo e abandonado no lixo: cães resgatados superam traumas e ganham novos lares no interior de SP Beatriz explica que fotos e vídeos nem sempre permitem uma identificação completa, já que o ângulo, os movimentos do animal e a incidência da luz podem ocultar parte das manchas. A bióloga relata que a fêmea Estrela possivelmente teve um filhote no fim de 2024 e que Escuro seria o pai. Cerca de três meses antes de ela começar a ser registrada com sinais de que havia parido recentemente, o casal foi filmado acasalando diante de uma armadilha fotográfica, período compatível com a gestação da onça-pintada. “Nós observamos um

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