Incêndio em Ponta Belém destrói mercadorias, ameaça habitações e transforma corredor de vendas em cenário de desespero

🌱 Çevre 📰 Expresso das Ilhas (CV) 🕐 5 saat önce
Incêndio em Ponta Belém destrói mercadorias, ameaça habitações e transforma corredor de vendas em cenário de desespero

Nesta terça-feira, 02 de Junho, Ponta Belém ainda não conseguiu voltar à normalidade. Para onde se olhasse, viam-se vendedeiras dispersas, sentadas junto dos escombros ou em silêncio, a tentar perceber como continuar depois de tudo ter sido consumido pelo fogo. Algumas confessavam não ter coragem para entrar no espaço onde, até há poucos dias, montavam as suas bancas e garantiam o sustento das suas famílias. O cheiro intenso a queimado ainda dominava o ambiente, misturado com

Nesta terça-feira, 02 de Junho, Ponta Belém ainda não conseguiu voltar à normalidade. Para onde se olhasse, viam-se vendedeiras dispersas, sentadas junto dos escombros ou em silêncio, a tentar perceber como continuar depois de tudo ter sido consumido pelo fogo. Algumas confessavam não ter coragem para entrar no espaço onde, até há poucos dias, montavam as suas bancas e garantiam o sustento das suas famílias. O cheiro intenso a queimado ainda dominava o ambiente, misturado com a visão de mercadorias reduzidas a cinzas e estruturas completamente destruídas. No meio do cenário de devastação, uma habitação atingida pelo incêndio permanecia marcada pelas chamas, lembrando a dimensão do fogo que alastrou pela zona. À porta da loja chinesa afectada, o proprietário e a sua equipa permaneciam em silêncio, sem saber ao certo como reagir perante a destruição quase total do espaço comercial. O fogo consumiu mercadorias, equipamentos e parte significativa do stock, deixando apenas restos carbonizados e um cenário de incerteza. Entre olhares perdidos e tentativas de resgatar o que sobrou, Ponta Belém transformou-se, por algumas horas, num espaço de dor, desespero e reconstrução adiada. O Início Segundo a Inforpress, o fogo começou antes das 15:00 e, em poucos minutos, alastrou-se rapidamente pelas estruturas do mercado, atingindo mercadorias, uma loja chinesa e habitações numa zona considerada de difícil acesso. As primeiras informações apontam que o incêndio terá sido provocado por três crianças que atearam fogo a um colchão nas proximidades do mercado. A partir daí, as chamas espalharam-se de forma violenta, alimentadas pela elevada concentração de materiais inflamáveis armazenados no local. O cenário de destruição deixou dezenas de famílias sem o principal meio de subsistência. Muitas das comerciantes afectadas dependiam exclusivamente das vendas em Ponta Belém para sustentar os filhos, pagar rendas, financiar viagens comerciais e garantir a sobrevivência diária dos agregados familiares. Comerciantes Entre os escombros, Nadira Cabral, de 29 anos, tenta conter as lágrimas enquanto observa o que restou da sua banca. “Quando o incêndio começou eu não estava na Cidade da Praia, estava numa comunidade no interior da ilha de Santiago. Tinha que esperar uma viatura para poder vir para a Praia. Quando cheguei aqui a minha mercadoria já tinha sido toda consumida, juntamente com os meus documentos que estavam na banca, porque tinha viajado para comprar mercadorias, então não tive nem tempo de arrumar”, conta. “Perdi tudo, as compras novas, duas mesas de roupas, sete bidões de mercadorias. São mais de 700 contos investidos. Não tenho noção do valor total do prejuízo porque tinha mercadorias ainda fechadas. Não consegui recuperar nada”, acrescenta a rabidante, visivelmente abalada. Em meio do desespero, Nadira faz um apelo às autoridades e à população para ajudar as vendedeiras a retomarem as actividades. “Peço a todos que possam ajudar que nos ajudem. À Câmara Municipal da Praia apelamos para que, o mais rapidamente possível, prontifique condições para voltarmos às vendas. Não podemos ficar paradas, não podemos ficar sentadas em casa. É daqui que tiramos o nosso sustento”, afirma. A rabidante lamenta ainda a ausência de segurança no local no momento do incêndio e acredita que uma intervenção mais rápida poderia ter reduzido os danos. “No momento do acontecido nem um guarda estava no local. Se estivesse, poderia alertar para o fogo e talvez houvesse menos perdas. As outras colegas vendedeiras que estavam na tradicional feira de domingo arrombaram a porta na tentativa de salvar alguma coisa, mas perdeu-se a maioria. É daqui que retiramos o nosso sustento. O corredor do nosso ganha-pão hoje se tornou o corredor de desespero”, desabafa. O combate às chamas mobilizou várias corporações de bombeiros e prolongou-se durante horas. Os Bombeiros Municipais da Praia contaram com reforços de Santa Catarina de Santiago, Tarrafal, operacionais do Serviço Nacional de Proteção Civil e ainda de populares que auxiliaram no fornecimento de água e no combate ao fogo. Bombeiros O comandante dos Bombeiros da Praia, Carlos Teixeira, considerou lamentável a ocorrência, mas assegurou que houve uma resposta imediata por parte das equipas de socorro. Segundo explicou, no momento em que o alerta foi recebido, por volta das 15h10, os bombeiros da Praia encontravam-se divididos entre outras duas situações de emergência: um incêndio no aterro municipal e um grave acidente de viação em Vale da Custa, São Francisco, que provocou duas vítimas mortais. Ainda assim, garantiu que a corporação reorganizou os meios disponíveis e deslocou-se rapidamente para Ponta Belém com duas viaturas de combate ao incêndio. Carlos Teixeira agradeceu igualmente o apoio prestado pelas restantes corporações e por todos os envolvidos na operação, defendendo uma maior organização dos esp

#carbon#stock#president

📌 Kaynak

Bu özet Expresso das Ilhas (CV) kaynağından otomatik derlenmiştir. Tamamı için orijinal habere gidin.

Orijinal haberi oku →
← Tüm haberlere dön