Paulo Veiga: "O MpD unido vence sempre"
O que é que o leva a avançar para as eleições para a presidência do MpD? Bom, tendo em conta a demissão do nosso presidente Ulisses Correia e Silva, eu acho que reúno as condições para estar à frente do partido, unir o partido e enfrentar os desafios. Eu penso que o MpD precisa de uma de uma renovação profunda. Deve envolver a juventude, mas mantendo o equilíbrio geracional. Portanto, não só a juventude, mas também precisa de caras novas e de um projecto novo. Acabamos de sai
O que é que o leva a avançar para as eleições para a presidência do MpD? Bom, tendo em conta a demissão do nosso presidente Ulisses Correia e Silva, eu acho que reúno as condições para estar à frente do partido, unir o partido e enfrentar os desafios. Eu penso que o MpD precisa de uma de uma renovação profunda. Deve envolver a juventude, mas mantendo o equilíbrio geracional. Portanto, não só a juventude, mas também precisa de caras novas e de um projecto novo. Acabamos de sair de duas derrotas. Não as podemos escamotear. Mas temos a vantagem de que também o nosso adversário também não cresceu. Fomos nós que perdemos simpatizantes e apoiantes. Então, esse é um trabalho que vamos ter que fazer para nos reaproximarmos dos nossos militantes, simpatizantes e da sociedade civil. Uma das críticas que era feita à anterior direcção do MpD, principalmente por um dos seus adversários às eleições desta semana, era que o MpD se tinha afastado das suas bases. Concorda com essa ideia? Eu acho que ficou provado que houve algum afastamento, mas isto, estando no poder e tendo a cúpula do partido muito envolvida na governação do país, acho que isso foi a falha que tivemos. O partido estava muito dependente dos seus dirigentes que estavam no governo. Portanto, isso acho que veio a causar isto durante os 10 anos. Como eu disse, de 2016 a 2021 perdemos cerca de 12 mil votos e de 2021 a 2026 foram mais 28 mil, acho que são no total 38 mil. Mas tendo em conta que não foi para o outro lado, foi para a abstenção, acho que as pessoas continuam a acreditar na ideologia do MpD e no que o partido defende. Agora temos é que realmente chegar a eles e apresentar um projecto que vá de acordo às suas ambições. Quais serão as suas grandes diferenças em relação à direcção anterior? Uma direcção totalmente renovada e com muita juventude. Portanto, eu acredito muito na juventude. O MpD já foi um partido muito jovem. É só lembrarmos que o actual presidente entrou como Secretário de Estado, se não me engano, com 28 anos. Portanto, isto é sintomático e é preciso envolver a juventude. Se queremos que a juventude esteja na política activa, e isto já nem é um problema só de Cabo Verde ou só do MpD, é um problema mundial. Se queremos que eles estejam envolvidos, temos que buscar os jovens que falam a mesma linguagem para atrair para um número maior de jovens a participar. E eles querem, eu tenho estado em muito contacto com os jovens, e eles não só querem apoiar, mas querem ter um dizer no futuro do partido. E o meu programa baseia-se muito nisto e na aproximação e no contacto com as populações. Já fiz um pré-programa do que é que eu tenciono fazer. Por exemplo, incluir o porta-a-porta digital, que é para poder chegar à diáspora e chegar às pessoas que estão mais distantes, voltar aos convívios a nível local, reforçar ou devolver poder ao partido local que acho que foi retirado durante estes anos. Um líder que é eleito a seguir àquele que se demite é visto muitas vezes como um líder de transição, um líder que recupera o partido, mas que depois muitas vezes não chega ao próximo período eleitoral. Acha que corre esse risco? Definitivamente, mas o meu empenho neste momento não é ser o próximo Primeiro-Ministro ou Presidente de Câmara, o meu empenho é que eu acho que estou em condições de recuperar o partido mesmo e de dar o ânimo e a energia que é necessário para podermos, já em 2028, ser o maior partido autárquico outra vez. Portanto, esse é o foco. O foco vai ser, no primeiro ano, organizar o partido, prepará-lo para as eleições, tomar decisões antecipadas. Nós queremos introduzir, por exemplo, no partido, a votação electrónica, o referendo também via electrónica para que os militantes se sintam parte. Vou só dar o exemplo da regionalização. Queremos saber o que é que os nossos militantes pensam sobre isso para poder definir a posição do partido sobre essa questão. Revisão constitucional, a mesma coisa. Referendo é uma coisa que temos na nossa Constituição e nunca o utilizamos. Mas se não o utilizamos dentro do partido, muito dificilmente passará a ser utilizado na sociedade. Portanto, nós queremos introduzir isto como algo que temos que utilizar e dar voz aos nossos militantes e simpatizantes. E em termos de equipa, já tem toda a sua equipa formada para a direcção do partido? Não. Nós estamos a escutar. Nós queremos uma equipa onde todos podem participar e, portanto, estamos a escutar. Temos um núcleo duro que está a trabalhar nisto, já tenho uma página onde as pessoas podem dar o seu contributo e manifestar também as suas ideias e disponibilidade para se juntar a nós. Portanto, isso não é um projecto de Paulo Veiga, além da candidatura individual, mas eu quero que seja um projecto do MpD. O que estamos a fazer é escutar os militantes de todas as faixas etárias, dos mais antigos aos mais novos, ouvir o que todos têm para contribuir e assim fechar um proj
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