Petróleo: saiba como a crise no Estreito de Ormuz beneficia os negócios do Brasil

🌱 Çevre 📰 Globo G1 (BR) 🕐 3 saat önce
Petróleo: saiba como a crise no Estreito de Ormuz beneficia os negócios do Brasil

Plataforma destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos Tânia Rêgo/ Agência Brasil Desde o início da guerra no Irã e das repetidas ameaças ao Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, o mercado petrolífero entrou em uma nova era de incerteza. Os preços dispararam, os Estados buscam garantir seus suprimentos e diversos produtores de petróleo tentam lucrar com essa instabilidade.

Plataforma destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos Tânia Rêgo/ Agência Brasil Desde o início da guerra no Irã e das repetidas ameaças ao Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, o mercado petrolífero entrou em uma nova era de incerteza. Os preços dispararam, os Estados buscam garantir seus suprimentos e diversos produtores de petróleo tentam lucrar com essa instabilidade. Entre eles está o Brasil. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O gigante sul-americano está emergindo como uma alternativa ao petróleo do Golfo. Seu petróleo offshore, extraído na costa atlântica, evita as rotas de navegação ameaçadas do Oriente Médio. Essa posição geográfica, em tempos de crise, torna-se uma vantagem estratégica. "É perfeitamente lógico que os grandes consumidores busquem fornecedores mais estáveis, que não sejam afetados pelo caos que reina no Oriente Médio. E esse é, obviamente, o caso do Brasil", confirma Adel El Gammal, especialista em geopolítica energética e secretário-geral da Aliança Europeia de Pesquisa Energética (EERA). Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Essa estabilidade já se reflete nos números. O Brasil, nono maior produtor de petróleo do mundo, responde por aproximadamente 4% da produção global. "Para se ter uma ideia da escala, o Brasil produz cerca de 4 milhões de barris por dia, o que equivale à produção dos Emirados Árabes Unidos", continua o especialista. Uma corrida pelo petróleo brasileiro Em meio à guerra no Irã, o Brasil viu um aumento nas compras de petróleo. Dois países, em particular, se destacaram: China e Índia. A China, que tradicionalmente importava a maior parte de seu petróleo bruto do Golfo Pérsico, redirecionou massivamente suas compras para o Brasil. 🔎 Segundo dados do governo brasileiro, as exportações de petróleo para a China dobraram no primeiro trimestre, atingindo o recorde de US$ 7,2 bilhões. Mais de 60% das exportações da Petrobras agora são destinadas à China. "A China representava cerca de 40% das exportações brasileiras de petróleo bruto antes da crise no Estreito. Agora, está se aproximando de 70%", revela Adel El Gammal. As duas principais petrolíferas chinesas, a China National Petroleum Corporation (CNPC) e a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), já tinham presença no Brasil por meio de parcerias, mas "o conflito no Oriente Médio apenas acelerou e fortaleceu seu relacionamento". Petróleo de alta qualidade versus infraestrutura precária A força do petróleo brasileiro também reside em sua natureza. As imensas reservas offshore descobertas nos últimos vinte anos na costa do Rio de Janeiro estão entre as mais promissoras do mundo. Extraído das águas ultraprofundas do Atlântico, esse petróleo bruto, conhecido como "pré-sal", possui características notáveis. "O petróleo brasileiro tem a vantagem de ser leve e com baixo teor de enxofre. É um petróleo que se aproxima da qualidade do petróleo Brent, sendo considerado de alta qualidade. Diferentemente, por exemplo, do petróleo venezuelano, que é muito pesado e difícil de refinar", enfatiza Adel El Gammal. Segundo Samuele Furfari, doutor em Ciências Aplicadas e professor de Geopolítica da Energia na Universidade Livre de Bruxelas, "o governo tem incentivado a exploração da margem equatorial, que é a zona geológica que se estende da costa amazônica brasileira até a Guiana. É um novo Eldorado. Toda essa área é rica em petróleo", um ativo valioso nos mercados globais que buscam petróleo bruto de fácil refino. No entanto, o Brasil enfrenta restrições estruturais que dificultam qualquer desenvolvimento rápido. “O aumento da capacidade produtiva deve ser acompanhado do aumento da capacidade de refino. E, no Brasil, essa é uma de suas limitações; está longe de ser suficiente”, observa Adel El Gammal. A isso se soma o que os economistas chamam de baixa elasticidade, ou seja, o fato de que “é difícil aumentar significativamente a produção no curto prazo sem investimentos adicionais e desenvolvimento de infraestrutura”, continua o pesquisador. A mesma observação foi feita por Samuele Furfari, que apontou que “no setor petrolífero, trabalhamos em uma escala de longo prazo. O que decidimos hoje terá efeitos daqui a dez anos. Qualquer aumento significativo na capacidade requer investimentos de vários bilhões de dólares e projetos que se desenrolam ao longo de anos”. Um paradoxo ecológico? Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil Graças às exportações, o presidente Lula pretende continuar capitalizando nesse setor. Nos últimos meses, seu governo enviou diversos sinais favoráveis à indústria petrolífera. A Petrobras continuou a exploração de seus gigantescos campos offshore, e Brasília anunciou recentemente a retomada da perfuração no campo de Urucu, na Amazônia, onde os po

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