Beneficiários do Bolsa Família e Auxílio Emergencial chamaram a atenção da PF em esquema de família do chefe do tráfico
Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro A operação "Mens Occulta", que investiga a organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", identificou pelo menos 56 beneficiários de programas sociais do governo federal nas análises financeiras realizadas durante a apuração do esquema. Segundo a Polícia Federal (PF), a presença dessas pessoas nas movimentações investigadas chamou a atenção dos investigadores.
Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro A operação "Mens Occulta", que investiga a organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", identificou pelo menos 56 beneficiários de programas sociais do governo federal nas análises financeiras realizadas durante a apuração do esquema. Segundo a Polícia Federal (PF), a presença dessas pessoas nas movimentações investigadas chamou a atenção dos investigadores. Quem é quem no esquema de família investigada por tráfico e lavagem de dinheiro Entenda como família investigada por tráfico mantinha estrutura empresarial para transportar cocaína entre estados brasileiros Segundo os relatórios analisados pela Polícia Federal (PF), os beneficiários receberam recursos de programas sociais como o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial. Os nomes aparecem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), registros de transferências bancárias, movimentações consideradas suspeitas e operações financeiras envolvendo pessoas ligadas ao grupo investigado. Entre os nomes citados está Rhanniery Nunes Graciano, ex-genro de Mario Sergio. Segundo a investigação, ele recebeu repasses do Auxílio Emergencial durante a pandemia e também figura entre os investigados na operação. Além dele, a PF identificou dezenas de outros beneficiários de programas sociais que mantiveram relações financeiras consideradas relevantes para a apuração do caso. Em nota, o advogado de Rhanniery, Sérgio Luiz da Silva, afirmou que acompanha todos os desdobramentos do caso, mas que não fará comentários sobre aspectos específicos neste momento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A PF ressalta, no entanto, que não afirma que todos os beneficiários identificados façam parte da organização criminosa. Segundo os documentos, alguns dos nomes têm ligação direta com familiares e investigados do núcleo central do esquema. Outros aparecem em transações financeiras analisadas pelos investigadores, como remetentes, destinatários ou pessoas relacionadas às movimentações consideradas suspeitas. Segundo a investigação, a identificação dos beneficiários foi usada para apontar casos em que pessoas com baixa renda declarada ou que recebiam assistência social movimentaram valores considerados elevados. De acordo com a PF, as quantias seriam incompatíveis com o perfil econômico informado aos órgãos oficiais. As informações fazem parte do conjunto de provas reunidas pela operação, que investiga a atuação da organização criminosa. Em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que corre sob sigilo. Ele disse ainda que a família confia nas instituições e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Veja a íntegra abaixo. Empresa do tráfico A investigação da Polícia Federal (PF) revelou que a organização criminosa liderada por "Serjão do PCC" mantinha uma estrutura semelhante à de uma empresa para transportar cocaína e movimentar dinheiro do tráfico. Segundo a PF, o grupo utilizava caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para sustentar a operação criminosa. O grupo usava laranjas para ocultar patrimônio e escondia drogas em compartimentos falsos instalados em caminhões. A organização também mantinha uma rota de transporte que ligava Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia a Minas Gerais. A PF também identificou a participação de familiares e aliados na movimentação financeira do esquema. Segundo as investigações, Uberlândia era o principal centro de recebimento, armazenamento e distribuição de drogas da organização criminosa. Para o transporte dos entorpecentes, o grupo escondia cocaína em fundos falsos e pneus de caminhões. Alguns dos veículos usados por uma das empresas de fachada da família PF/Divulgação Quem é quem no esquema Da esquerda para direita: Mario Sergio Nunes, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, Brenda da Silva Nunes, Bruna Nunes e Rhanniery Nunes Graciano Reprodução/Redes Sociais Segundo a Polícia Federal (PF), o grupo investigado por tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro movimentou cerca de R$ 70 milhões sem origem financeira compatível nos últimos cinco anos. Durante a operação, os agentes apreenderam bens de alto valor, entre eles veículos importados, embarcações, motos aquáticas, propriedades rurais, um motorhome avaliado em R$ 1,2 milhão e um cavalo de competição estimado entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. A PF também localizou um segundo flutuante motorizado atribuído à família Nunes. Para os investigadores, os suspeitos mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada. De acordo com a investigação, Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", liderava a organização criminosa e era responsável por coord
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