Análise identificou rachaduras em área de mais de 16 mil metros ao redor de ponte que desabou no Acre
Ponte Frei Paolino: Imagens mostram área demarcada com cal antes de desabamento Cerca de uma semana antes do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, foram identificada movimentações no solo e rachaduras em uma área de mais de 16 mil metros quadrados no entorno da estrutura. Na época, equipes técnicas começaram a identificar sinais de instabilidade no terreno onde fica a ponte, próximos a bairros da localidade e, nos dias seguintes
Uma análise técnica realizada uma semana antes do colapso da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, detectou instabilidades severas no solo ao redor da estrutura. O levantamento identificou rachaduras e movimentações de terra em uma área superior a 16 mil metros quadrados, o que levou a construtora responsável a recomendar a interdição imediata do local. Apesar do bloqueio oficial implementado na quinta-feira, quatro pessoas ignoraram a sinalização e estavam sobre a ponte no momento em que ela cedeu na noite de sexta-feira. A empresa atribui o desabamento ao fenômeno geológico conhecido como 'terras caídas', comum em margens de rios na região amazônica. Especialistas em geotecnia e hidrologia foram mobilizados para realizar estudos aprofundados sobre a falha estrutural. Paralelamente, o Ministério Público do Acre solicitou vistorias da Defesa Civil para avaliar a segurança dos moradores que residem nas proximidades da área afetada.
O incidente destaca os riscos geológicos críticos enfrentados por infraestruturas em margens de rios na Amazônia e a importância do cumprimento de interdições técnicas para evitar tragédias evitáveis.
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